O Rio de Janeiro é uma grande metrópole, e naturalmente os veículos sobre trilhos deveriam formar a base do sistema de transporte; mas a realidade é bem diferente. Mais de 80% da população da região metropolitana se desloca por meio do transporte rodoviário (ônibus e vans). Para mudar tal panorama, são necessários (por parte do Poder Público) grandes investimentos para que trens e metrô se transformem no principal meio de transporte da cidade. A Pirâmide de Modais de Transporte (figura abaixo) é uma estrutura que exemplifica a utilização de cada meio de transporte, representando o uso adequado de cada tipo de veículo conforme a distância percorrida. Quanto maior o percurso, maior deverá ser a capacidade do veículo (conduzindo os passageiros com conforto e com segurança). Trem e metrô, por terem maior capacidade, devem sempre formar a base da pirâmide.
Deve-se observar, naturalmente, a realidade de cada cidade para o emprego do meio de transporte mais adequado. Ao invés de trem ou metrô, pode-se adotar os Veículos Leves sobre Trilhos (os VLT´s, também conhecidos como bondes modernos); ou então implantar os ônibus articulados. Ainda em relação à Pirâmide, nota-se que vans e kombis estão fora desta estrutura. Tais veículos não são apropriados para o embarque e desembarque frequente de pessoas (como acontece nos ônibus convencionais). Não se consegue ficar em pé com conforto dentro de uma van ou de uma kombi; entrar e sair de um desses veículos é algo difícil e demorado. Tal característica gera um impacto direto no trânsito: como o tempo de parada nos pontos é maior, isto causa uma maior retenção ao tráfego de veículos nas ruas da cidade. Vans e kombis deveriam ser utilizadas apenas para o transporte de um grupo fixo de pessoas; no caso de uma viagem, de um passeio (fretamento), ou ainda como transporte escolar.
O custo de construção de uma ferrovia é muito alto (bem mais que a implantação de uma rodovia); mas a longo prazo ganha-se em qualidade de vida. Trens movidos à energia elétrica não poluem o meio ambiente, e ajudam a retirar milhares de carros por das ruas todos os dias. Para o estudo de implantação de um sistema, deve-se analisar aspectos como: custo total; capacidade de transporte; poluição gerada; valor da tarifa; conforto e qualidade no serviço oferecido. Após analisar questões como essas, o Poder Público deve decidir, de uma maneira racional, qual tecnologia deverá ser implantada, visando sempre o melhor para a população em geral.