Translate

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


VISITA AO CANTEIRO DE OBRAS DO METRÔ – SÃO CONRADO


    
 No último domingo, dia 24 de fevereiro, foi realizada uma visita às obras de extensão do metrô até a Barra da Tijuca. O local visitado foi o túnel entre as futuras estações Jardim Oceânico e São Conrado. A visita foi organizada pelo Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB), responsável pela construção do trecho de 10 Km entre o Jardim Oceânico e a Gávea. Um outro consórcio será responsável pela construção do trecho Gávea-Ipanema. O CCRB é formado pelas empresas Carioca, Cowan, Odebrecht, Queiroz Galvão e Servix.

Canteiro de obra em São Conrado. (Foto: Carlo J.)

O mesmo canteiro de obra; ao fundo, a Rocinha. (Foto: Carlo J.)


 Todo o trecho, do Jardim Oceânico até Ipanema, será subterrâneo; a única exceção serão os trilhos que passam sobre a ponte do Canal da Barra: com 431 metros de comprimento, construída em concreto armado e suspensa por cabos de aço, a ponte estaiada sairá da Pedra do Focinho do Cavalo, seguindo em direção à estação Jardim Oceânico.

Ponte estaiada sobre o Canal da Barra. (Fonte: Jornal Extra)


 Segundo o CCRB, a tempo de viagem entre o Jardim Oceânico e o Centro da cidade será de 35 minutos. A previsão é de que, com o novo trecho em operação (com 16 Km de extensão, da Barra até Ipanema), outros 240 mil passageiros utilizem diariamente o metrô do Rio. O novo trecho deverá entrar em operação no início de 2016.

Túnel que segue até a Barra da Tijuca (Foto: Carlo J.)

Túnel que segue em direção à Zona Sul (Foto: Carlo J.)


 As visitas aos canteiros de obra são abertas ao público. Novas vistitas estão previstas; o cadastro poderá ser realizado através do e-mail: <<visitaguiada@ccrblinha4.com.br>>.

=========================================================
P.S: O CCRB é responsável apenas pelas obras civis do trecho Barra-Gávea. A Concessionária Metrô-Rio será responsável em operar essa ampliação do sistema, junto com o restante da malha metroviária da cidade. Segundo informações do CCRB, ainda não foi definido como será a operação nos trechos São Conrado-Gávea e Gávea-Leblon. Como pode ser visto na foto abaixo, a estação Gávea faz parte de um "desvio" (na foto, o trecho assinalado em preto). Ela será construída em dois níveis, permitindo a construção de uma outra linha de metrô até o Centro da cidade; entretanto, ainda não está definindo como será a circulação de trens no local em 2016. 

Fonte: Jornal Extra

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


NOVA ETAPA DO METRÔ ATÉ A BARRA




O Governo do Rio de Janeiro anunciou, nesta quinta-feira, que as estações Cantagalo e General Osório, do metrô, serão fechadas a partir deste sábado, dia 23. O fechamento das estações faz parte do projeto de levar o metrô até a Barra da Tijuca. A estação Cantagalo ficará fechada por 15 dias; a estação General Osório, por 10 meses. Há dias do fechamento das estações, só hoje folhetos foram distribuídos informando os passageiros sobre as mudanças. A previsão é que o novo trecho entre em operação no primeiro semestre de 2016. Hoje, o RJ TV 1ª Edição (Rede Globo) veiculou uma reportagem sobre o assunto.

Em março, quando a Estação Cantagalo for reaberta, um trem irá fazer o percurso Cantagalo-Siqueira Campos–Cantagalo. Os passageiros oriundos da estação Cantagalo precisarão desembarcar na estação Siqueira Campos e embarcar em outro trem para prosseguir viagem; um raciocínio análogo vale para quem desembarcar na estação Siqueira Campos e quer seguir viagem até a estação Cantagalo (este procedimento, de um trem percorrer um pequeno trecho transportando passageiros, é chamando de Shuttle). Esta operação especial será mantida até a conclusão das obras, e a reabertura da Estação General Osório.

A Concessionária Metrô-Rio também será responsável pela operação do trecho que está sendo construído. Com ampliação da malha metroviária em aproximadamente 16 Km, contando com seis novas estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico), será necessário a compra de novas composições. A concessionária já informou que em maio deste ano será assinado o contrato de compra de novos trens. Segundo a empresa, serão composições iguais aos novos trens comprados na China.

Segundo cálculos do Governo do estado, o metrô, chegando até a Barra da Tijuca, transportará mais de 300 mil pessoas por dia; possibilitando a retirada das ruas de 2 mil veículos nos horários de pico. Não haverá cobrança de novas tarifas; o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário pagando uma única passagem. O passageiro poderá seguir, sem baldeação, do Jardim Oceânico, na Barra, até a Estação Uruguai (ainda a ser inaugurada), na Tijuca. O trajeto Jardim Oceânico-General Osório será feito em 15 minutos; da estação Jardim Oceânico até a estação Uruguai a viagem terá duração de 50 minutos. 

FONTE: Site do JB, do Jornal O Dia e do Jornal O Globo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


RIO DE JANEIRO A JANEIRO


Verão no Rio de Janeiro, calor intenso, quase insuportável. Nenhuma surpresa; todo ano é a mesma coisa. Outono, inverno e primavera: o calor persiste, um pouco mais ameno, é verdade. Nossas autoridades precisam levar a sério o desconforto, nos meios de transporte, causado pelo calor. Um bom sistema de transporte público precisa ser seguro, pontual, confiável e confortável. O conforto não pode ser considerado um artigo de luxo. O passageiro utiliza um meio de transporte apenas para chegar ao seu destino; e lá que ele irá empregar suas energias no cumprimento de deveres, obrigações e tarefas.  

Hoje, uma reportagem do RJ TV 1ª Edição – Rede Globo – mostra o desconforto enfrentado pelos passageiros dos trens, do metrô e, sobretudo dos ônibus. Além de instalar ar-condicionado nos meios de transporte, é preciso prever em que condições ele será utilizado. Uma coisa é um carro do metrô com 15 pessoas, trafegando pela Linha 1 (que é totalmente subterrânea) às 22:00 horas; outra coisa é um trem lotado (mais de 250 pessoas num único carro), às 9:00 h da manhã, na Linha 2, recebendo incidência direta do sol. Um sistema eficiente de transporte público precisa se adaptar às características dos passageiros e da cidade em questão.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


ZONA PORTURÁRIA – RIO DE JANEIRO


Um vídeo, no site do Jornal O Globo, mostra como vai ficar a Zona Portuária do Rio após as obras de revitalização. Apesar de toda polêmica, e do alto custo, a derrubada do Elevado da Perimetral vai devolver um pouco de beleza à Cidade Maravilhosa.

BIKES IN RIO


O Rio de Janeiro é uma cidade espremida entre o mar e a montanha; pontes, viadutos, túneis e ladeiras fazem parte do sistema viário da cidade. E ainda tem o calor, presente o ano todo. Estas condições dificultam e muito a adoção das bicicletas como meio de transporte público da cidade.  

No Rio, uma das inúmeras ciclovias da cidade, contorna as praias de Botafogo e do Flamengo; atravessa o Aterro do Flamengo, levando os ciclistas até bem próximo ao Centro da cidade. É uma ciclovia relativamente segura (em relação a atropelamentos), por ser uma via completamente segregada da pista de veículos. Uma pessoa, moradora de Botafogo, poderia ir para o seu trabalho no Centro usando uma bicicleta; existe uma infraestrutura viária que permite um deslocamento seguro. É este é um trecho relativamente plano. Mas pedalar durante aproximadamente meia hora, debaixo de sol forte, chegando no trabalho molhado de suor é algo complicado. As empresas precisariam disponibilizar vestiários para seus funcionários; e ainda haveria um custo para a implantação e a manutenção destes espaços. E tem uma questão trabalhista: o tempo que o funcionário gasta para tomar banho e se arrumar (30 minutos, por exemplo) fará parte da carga horária de trabalho? Se não fizer, qual seria o incentivo para o trabalhador, usando uma bicicleta, sair mais cedo de casa, ficar exposto a chuva e ao sol, chegar no trabalho, tomar banho e se arrumar, para aí sim estar apto a inciar sua jornada de trabalho? São questões que envolvem empresas e o Poder Público, nas três esferas.

No Rio de Janeiro, tem que haver sim a implantação de ciclovias, ciclofaixas e estacionamentos para bicicletas. E o serviço de aluguel de bicicletas deve ser expandido para outros bairros da cidade. Mas as bicicletas não podem ser consideradas, aqui especificamente, como uma alternativa para o deslocamento de milhares de pessoas. É preciso sim investir na construção de linhas de metrô; implantar novas linhas de barcas; e modernizar o sistema de ônibus da cidade. As bicicletas, num primeiro momento, deverão se restringir ao lazer e aos pequenos deslocamentos (dentro de um mesmo bairro, ou entre bairros vizinhos).

No programa Hoje em Dia (Rede Record) foram veiculadas duas matérias - Reportagem #01 e Reportagem #02 - a respeito do uso maciço de bicicletas em 3 cidades do mundo; em comum, locais com temperaturas mais amenas, sendo que em duas delas, no inverno, a neve tem presença garantida. Mesmo com todas as dificuldades criadas por um inverno rigoroso, com roupas apropriadas, é perfeitamente possível se deslocar de bicicletas. Enquanto isso, aqui no Rio, com o calor presente de janeiro a janeiro, ainda não estão à venda bicicletas com ar-condicionado instalado de fábrica...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


(I)MOBILIDADE URBANA



Hoje, uma matéria do telejornal Fala Brasil, da TV Record, mostrou como é difícil encontrar vagas para carros nas grandes cidades brasileiras. Isto é reflexo da alta taxa de motorização que o Brasil experimenta atualmente, e que aumenta cada ano; somada à péssima oferta de transportes públicos de massa. É preocupante quando o Governo Federal anuncia a redução do I.P.I (Imposto sobre Produtos Industrializados); sabe-se que mais automóveis irão circular nas ruas das cidades, mesmo não havendo estrutura para comportá-los. 

É de suma importância que o Poder Público (municípios, estados e União) invista pesadamente em transportes públicos de massa. Transportes de alta capacidade, com qualidade, e com tarifas razoáveis. A alta taxa de motorização não é mais exclusividade do Rio de Janeiro, nem de São Paulo. O Brasil corre o sério risco de transformar o conceito “Mobilidade Urbana” em algo utópico. Na situação que vive o país, a questão não é saber se as grandes cidades irão parar; é saber quando elas vão parar...

METRÔ DE ESTOCOLMO – UMA OBRA DE ARTE



O metrô da capital sueca é considerado por muitos como “a maior exposição de arte do mundo”. E foi lá, o palco perfeito para o trabalho do fotógrafo russo Alexander Dragunov.



As fotos foram processadas com a ajuda de um programa que destaca os detalhe das estruturas. O trabalho de Dragunov mostra a beleza e o clima especial das estações vazias do metrô de Estocolmo.



Nas décadas de 60 e 70, algumas estações ganharam um aspecto de caverna, depois que as rochas foram revestidas de concreto. Segundo Alexander Dragunov, "A Linha Azul do metrô de Estocolmo é a mais excitante, onde as estações foram projetadas como cavernas. É um impressionante mistura do natural e do artificial". 




A galeria completa de fotos pode ser vista no site da BBC-Brasil.