A cidade de São Paulo busca constantemente a melhoria de seu sistema de transportes. Trens urbanos e metrô são de responsabilidade direta do governo estadual paulista. Lá, ocorrem investimentos pesados na ampliação da malha metro-ferroviária, modernização dos sistemas de monitoramento e na renovação da frota. Por ser uma grande metrópole, o sistema sobre trilhos tem prioridade; entretanto, tal diretriz não impede a modernização dos veículos sobre rodas.
Lá, o sistema de ônibus não atende perfeitamente às necessidades da população. Percebe-se entretanto que a prefeitura paulistana busca sempre novas soluções, no intuito de melhorar o atendimento da demanda de cada bairro e região. Na capital paulista coexistem diversos tipos de veículos e tecnologias: ônibus convencionais; articulados; trólebus (ônibus elétrico); biarticulados; de “piso-baixo”; ônibus com portas localizadas no lado direito, lado esquerdo e de ambos os lados. E veículos com uma mescla dessas características (biarticulado com “piso baixo”, por exemplo). Diversos tipos de ônibus com as mais variadas tecnologias visando melhorar o atendimento à população.
| Nas ruas de São Paulo, um ônibus biarticulado com "piso-baixo". |
Aqui no Rio, é de extrema urgência uma maior participação (e iniciativa) das autoridades públicas. Na área de transportes, questões como segurança, pontualidade, conforto e qualidade são aspectos que devem ser constantemente monitorados pelas autoridades. E deve-se verificar a existência de fatores que comprometem o bem-estar dos passageiros.
Para ilustrar o fato, uma situação de alto risco que ocorre em Copacabana. Os passageiros das linhas de ônibus que circulam na Avenida Atlântica (na pista mais próxima ao calçadão, sentido Leme) embarcam/desembarcam em um estreito canteiro. Este está localizado entre a faixa de veículos e uma ciclovia. Existe a possibilidade desses passageiros serem atropelados por bicicletas; e dependendo da velocidade desses veículos, o atropelamento pode ser fatal.
| Canteiro onde ocorre o embarque/desembarque de passageiros na Av. Atlântica, sentido Leme. |
A Prefeitura do Rio de Janeiro, dentro de uma política mais atuante, poderia estabelecer uma nova norma para os ônibus que circulam pela Avenida Atlântica. Todos eles deveriam ser dotados de portas de embarque/desembarque em ambos os lados do veículo. Enquanto os ônibus estivessem na Avenida Atlântica (sentido Leme), o serviço de embarque/desembarque de passageiros seria no canteiro central; um local com mais espaço e onde não há riscos à segurança das pessoas.
Em nossa cidade, as autoridades municipal e estadual precisam adotar uma postura mais proativa; e criar uma política de transporte realista. No intuito de garantir o bem-estar da população, é de suma importância a recuperação do sistema de transporte do Rio de Janeiro.
| Ônibus articulado nas ruas de São Paulo: piso-baixo e portas em ambos os lados do veículo (na foto, as portas do lado esquerdo). |
| Ônibus com portas de ambos os lados poderiam realizar o embarque/desembarque de passageiros no canteiro central da Av Atlântica (na figura, assinalado em vermelho); procedimento bem mais seguro. |
Em nossa cidade, as autoridades municipal e estadual precisam adotar uma postura mais proativa; e criar uma política de transporte realista. No intuito de garantir o bem-estar da população, é de suma importância a recuperação do sistema de transporte do Rio de Janeiro.