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domingo, 30 de dezembro de 2012


PINTURAS FERROVIÁRIAS



  Como última postagem de 2012, belas fotos de trens e ferrovias ao redor do mundo. Inté 2013 !! 










"Trilhos & Avenidas"

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


TRANSOESTE – ALGUMAS LIÇÕES



O primeiro sistema BRT da cidade do Rio foi inaugurado em junho deste ano. O objetivo da Transoeste era diminuir o tempo de deslocamento entre a Barra da Tijuca e Santa Cruz; e a meta foi cumprida. Uma viagem que durava mais de 2 horas, hoje é feita em aproximadamente 45 minutos. Em junho, ainda em caráter experimental, o sistema transportou 144.643 passageiros. Em novembro, mais de 1,4 milhão de pessoas usaram o BRT da cidade. Esta demanda mostra, por um lado, que os passageiros aprovaram o novo serviço; por outro, ficou comprovada que existe uma demanda tal que justificaria sim a construção de uma linha de metrô na Zona Oeste.  

Transoeste: demanda de passageiros.


Infelizmente o sistema BRT dá sinais de saturação (veja o vídeo – RJTV 1ª Edição, 21 denovembro). No horário de pico, os veículos ficam superlotados. Muitas vezes os ônibus não fazem serviço numa estação (de parada obrigatória) simplesmente porque “não cabe mais ninguém”. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a partir de março de 2013, 12 novos ônibus irão se juntar aos 91 veículos que hoje compõem a frota da Transoeste. A Secretaria anunciou também que irá fazer alguns ajustes na operação: alguns ônibus irão fazer serviço de passageiros apenas no trecho Recreio-Santa Cruz. A intenção é diminuir a superlotação nos veículos. Para realizar essa operação diferenciada, será necessário construir retornos ao longo do itinerário.  A Transoeste, mesmo com ajustes, sempre terá limitações. Os corredores não são segregados totalmente (há cruzamentos, semáforos e travessia de pedestres). A própria tecnologia envolvida (pneus e pavimento) tem sua limitação: em dias chuvosos, a velocidade dos ônibus precisa ser reduzida consideravelmente.

Ônibus da Transoeste lotado.


Os atuais ônibus da Transoeste têm capacidade (teórica) para 140 PAX (passageiros). Dentro de um planejamento mais criterioso, ao invés de ônibus articulados, ônibus biarticulados (os mais modernos com capacidade de 250 PAX) poderiam operar na Transoeste; haveria uma maior oferta de viagens. E para aumentar o espaço interno dos ônibus, os assentos poderiam ser dispostos de forma longitudinal.

Em Curitiba, os mais modernos ônibus biarticulados em operação.


A escolha do meio transporte mais adequado para o Rio precisa obedecer exclusivamente a critérios técnicos. Custo total do projeto; capacidade do sistema; número de automóveis retirados das ruas por hora; tarifa; poluição gerada. São vários aspectos que precisam ser analisados; e não apenas o custo de implantação. Construir linhas de metrô é muito caro; seja no Brasil, nos EUA, na Europa ou no Japão. A questão é saber se vale a pena fazer um investimento de tamanha magnitude. Megalópoles como Nova York, Londres, Paris, Tóquio elegeram o sistema metro-ferroviário como a melhor forma de transportar milhões de pessoas todos os dias. A cidade de São Paulo também adotou o transporte sobre trilhos como a melhor maneira de diminuir os congestionamentos diários e aumentar a mobilidade urbana.  

A Barra da Tijuca, por ser um bairro com uma arquitetura moderna (e até certo ponto futurista), seria um cenário ideal para uma linha suspensa de metrô. O viaduto metroviário passaria pelo canteiro central, se integrando perfeitamente aos prédios e construções modernas da Barra. Essa linha, por exemplo, poderia ligar o Jardim Oceânico até o Recreio; lá, haveria um terminal intermodal, onde seria feita a integração com a Linha BRT “Recreio-Santa Cruz”.

Que os problemas e ajustes da Transoeste sirvam de lição para as outras linhas de BRT (Transolímpica, Transcarioca e Transbrasil). Alguns conceitos precisam ser revistos para que os novos sistemas não fiquem obsoletos antes mesmo de serem inaugurados.  





domingo, 23 de dezembro de 2012


Abaixo, fotos de algumas das mais belas pontes ao redor do mundo. A galeria completa está no site Casa Vogue.


Ponte Vecchio - Florença, Itália.

Ponte Chengyang - China.

Ponte Millau - França.

Ponte Forth - Escócia.

Ponte Juscelino Kubitschek (JK) - Brasília, Brasil.

Ponte Magdeburg - Alemanha.  Incrível !!


Lembrando que pontes e viadutos possuem uma diferença de conceito: uma ponte passa, obrigatoriamente, sobre um corpo d'água (rio, lago, lagoa, baía, canal).

sábado, 22 de dezembro de 2012



E NA HOLANDA...

 Na pequena Purmerend, localizada no norte da Holanda, atravessar a nova ponte da cidade é um desafio para qualquer pessoa. A Melkwegbrug (Ponte Via Láctea, em português), composta por inúmeros degraus, é muito íngreme. Construída sobre o Canal Noordhollandsch, a estrutura possui 12 metros de altura, o que corresponde a um edifício de 4 andares.
A Ponte Melkwegbrug.

Abaixo da "ponte de degraus", a ponte em " Z ".


A nova ponte vem recebendo inúmeros elogios. A estrutura faz parte do plano diretor da cidade, que tem o objetivo de ligar o distrito Weidevenne à cidade histórica. O seu design possibilita que pedestres e ciclistas atravessem o rio por caminhos independentes. Abaixo da “ponte de degraus”, existe uma ponte para a travessia de ciclistas e cadeirantes. Este caminho, de 100 metros de extensão, tem o formato da letra “Z”. Foi adotada esta solução para que o desnível entre as margens do rio fosse vencido de uma forma suave, sem exigir um grande esforço para percorrer o trecho.

A ponte ao anoitecer. 





Fonte: Casa Vogue


ENQUANTO ISSO NA CHINA...

 A Engenharia de Tráfego indica a construção de uma rotatória quando muitas vias convergem para um mesmo ponto. Tal solução elimina os cruzamentos, os semáforos, e possibilita reduzir os congestionamentos. Mas a rotatória tem lá suas desvantagens: alto custo de implantação; demanda-se uma grande área para sua construção; dificulta a travessia das pessoas.

Na cidade chinesa de Xangai, porém, os pedestres não foram esquecidos. A passarela circular Lujiazui foi construída sobre uma rotatória. Localizada no bairro de Pudong, a passarela possui 5,50 metros de largura, está suspensa a 20 metros da rua e permite que 15 pessoas andem lado a lado. Uma verdadeira "Rotatória de Pedestres".




Acesso à passarela.


A passarela facilita o acesso ao transporte público, bem como aos escritórios do centro financeiro, às áreas de lazer e aos shoppings das redondezas. Durante a noite, a Lujiazui recebe uma iluminação especial, proporcionando um belo espetáculo.

A passarela Lujiazui durante a noite.


Fonte: Casa Vogue

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


CONGESTIONAMENTOS E TECNOLOGIA NO RIO
  
 A falta de investimentos em transporte de massa, aliada aos congestionamentos cada vez mais frequentes na cidade, vem mudando a rotina e os hábitos de muitos cariocas. Ir para o trabalho com o seu próprio automóvel deixou de ser a opção para muitas pessoas. Elas fazem parte de um grupo que decidiu vender seus automóveis, passando a andar de táxi, metrô, bicicleta e a pé nos deslocamentos diários. Dificuldade de encontrar vagas; alto custo de manutenção; engarrafamentos e estresse no trânsito. A mudança de hábitos aliviou o bolso e trouxe mais qualidade de vida.
Para muitos especialistas os congestionamentos no Rio já se comparam aos de São Paulo. A cidade está saturada de carros. A bicicleta acaba sendo uma opção de deslocamento para muitas pessoas. É um meio de transporte não poluente; e andar de bicicleta traz benefícios à saúde de quem pedala. Através das redes sociais da internet, grupos de pessoas se organizam para irem juntas ao trabalho. O “Bond-bike” reúne moradores da Zona Sul do Rio. De segunda à sexta, às 7:45h da manhã, no Largo do Machado, ciclistas formam o “bonde das bicicletas” e partem juntos para o trabalho no Centro da cidade. Mas existem algumas dificuldades que impedem uma maior adesão a esse meio de transporte. Além das ciclovias cariocas não abrangerem toda a cidade, o calor presente o ano todo e topografia do Rio dificultam o uso das "magrelas". 

Preso no engarrafamento, mas dentro de um táxi, uma pessoa pode fazer ligações, acessar seus e-mail, adiantar o serviço do trabalho, sem stress. Ainda há outras vantagens. Andar de táxi pode sair mais barato que andar de carro; um proprietário de automóvel tem gastos com seguro, IPVA, estacionamento, manutenção e combustível. Além do mais, por se tratar de um bem, o automóvel também sofre uma depreciação ao longo dos anos.

 Hoje em dia, com os smartphones e banda larga, telefonar pedindo táxi está ficando ultrapassado. Vive-se a era do “Táxi Digital”. Com o uso de aplicativos instalados nos smartphones e alguns cliques, é possível solicitar um táxi e acompanhar, em tempo real, a chegada do veículo através do mapa no próprio celular. O tempo entre o pedido e a chegada do táxi é de aproximadamente 10 minutos.

No Rio, a Easy Taxi é uma das cooperativas que permite o agendamento das corridas via smartphone (veja o vídeo). Para utilizar o serviço, o cliente deve se cadastrar no site da empresa e baixar o aplicativo no celular. Depois é digitar o endereço do local onde se encontra e um ponto de referência. Ao ser acionado pelo passageiro, a Easy Taxi busca, via satélite, o veículo mais próximo num raio de 3 quilômetros. Se o taxista aceitar a corrida, o usuário é informado, e deve confirmar ou não seu pedido. O aplicativo, lançado em abril, tem hoje mil motoristas e cem mil usuários cadastrados no Rio e em São Paulo. Os clientes tem a oportunidade inclusive de visualizar a foto do motorista que irá realizar a corrida.

Vale lembrar que apesar do alto custo, e de ser um serviço para poucos, o táxi é um Transporte Público Individual. Sendo assim, pode e deve ser considerado como uma alternativa para restringir a circulação de carros em algumas regiões da cidade.


MAIS SEGURANÇA NA TRANSOESTE

  
Uma série de acidentes e atropelamentos (muitos deles fatais) nos corredores da Transoeste motivou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) a criar grupo de estudo; seu objetivo: avaliar as condições de segurança do BRT. Em setembro, o CREA-RJ entregou um relatório à Prefeitura do Rio com sugestões para aumentar a segurança do sistema.
O documento, elaborado pela Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ, enumera algumas medidas de curto e de médio prazo a serem aplicadas; uma sugestão é a instalação de cancelas semelhantes às utilizadas em linhas férreas. Uma reunião entre representantes da Prefeitura e do CREA-RJ irá discutir a viabilidade do relatório, bem como as recomendações presentes nele.
O Presidente do CREA-RJ, Agostinho Guerreiro, garante que o objetivo do relatório é aumentar a segurança de pedestres e motoristas, reduzindo de forma significativa o número de atropelamentos e colisões nos corredores do BRT. Segundo Agostinho, “os corredores expressos são uma boa alternativa para melhorar a mobilidade urbana no Rio de Janeiro, mas a Transoeste precisa conquistar a confiança dos usuários, operando com eficácia e segurança”.
Abaixo, algumas recomendações presentes no relatório:
·  colocação de guardrail entre a faixa do BRT e a pista dos demais veículos.

·  colocação de um tela contínua para evitar a travessia de pessoas fora da faixa de pedestres.

·  transferência dos pontos de ônibus convencionais para locais mais próximos às faixas de pedestres.

· acesso às estações pelas duas extremidades, evitando que pedestres atravessem em locais inadequados.

· diminuição da velocidade dos ônibus do BRT onde houver cruzamentos, bem como nas estações onde ocorra a passagem de ônibus expressos (estes não realizam serviço de passageiros em todas as estações, utilizando-se de uma pista paralela à estação). 

· colocação de temporizadores digitais, com contagem regressiva em segundos, nas faixas de pedestres. Deste modo, as pessoas saberão quanto tempo resta para concluir a travessia das pistas, inclusive às do BRT.


Fonte: CREA-RJ

sexta-feira, 30 de novembro de 2012


NOVOS BONDINHOS DE SANTA TERESA

O Sistema de Bondes de Santa Teresa receberá em novembro de 2013 o primeiro dos 14 novos veículos adquiridos pelo Governo do Estado junto à Trans Sistemas de Transportes (T´Trans). Estes veículos podem transportar até 22 passageiros sentados.  Todos os novos bondes serão construídos na fábrica da T´Trans em Três Rios (RJ), sendo que o último desse lote será entregue até setembro de 2014.

Os novos bondes contarão com uma proteção lateral para os passageiros.

O layout dos novos bondes será semelhante ao dos antigos.  Por questão de segurança, os novos veículos terão uma proteção lateral para os passageiros; o acesso será realizado apenas pelas portas situadas nas extremidades do bonde; e os novos veículos terão estribos retráteis. A circulação dos bondinhos de Santa Teresa está suspensa desde de agosto do ano passado, quando um grave acidente provocou a morte de 6 pessoas e feriu mais de 50.





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Abaixo, algumas fotos das estações de metrô mais bonitas da Europa. A galeria completa de imagens está no site do Jornal O Globo.


Berlim, Alemanha.

Lisboa, Portugal.

Kiev, Ucrânia.

Nápoles, Itália.

Moscou, Rússia.

Moscou

Moscou


CORRIDA NA TABELA X CORRIDA NO TAXÍMETRO




Nos aeroportos Santos Dumont e Galeão, e na Rodoviária Novo Rio existem cooperativas de táxis que trabalham com corridas pré-tabeladas. A viagem a bairros da cidade tem um valor fixo; e ele é sempre superior ao de uma viagem realizada pelo taxímetro. As cooperativas não oferecem qualquer tipo benefício ao local onde estão instaladas, tão pouco aos passageiros (antigamente tais cooperativas ofereciam carros grandes, confortáveis e com ar-condicionado; hoje em dia, estes itens são facilmente encontrado nos veículos da frota comum de táxi). Não há motivo para se pagar R$ 29,50 por corrida tabelada do Santos Dumont até Copacabana, se no taxímetro a mesma viagem custaria R$ 20,00 (vide matéria do Jornal O Globo).

A alegação das autoridades municipais é simplória: com os valores já tabelados, os passageiros que usam o serviço não correm o risco de embarcar em táxis “piratas” (que operam com taxímetros desregulados, cobram tarifas exorbitantes e fazem percursos mais extensos para lucrar mais). Este desrespeito aos passageiros e as corridas pré-tabeladas foram estabelecidas como “causa e efeito”. Um grande erro. É obrigação da Secretaria Municipal de Transportes garantir que qualquer pessoa, em qualquer lugar da cidade, embarque em um táxi em perfeitas condições; e que o veículo esteja em dia com suas obrigações (impostos; vistorias; motoristas devidamente habilitados). E mais: ar-condicionado funcionando; veículos confortáveis e em boas condições (amortecedores e pneus em bom estado). Isto é o mínimo a ser oferecido aos clientes.

Neste tipo de serviço, cada motorista de táxi é o operador direto do meio de transporte (na maioria das vezes, ele é o próprio dono do veículo); mesmo assim, esta atividade está sujeita a regras e normas estabelecidas pelas autoridades. Assim como acontece com os trens, metrô e ônibus, os táxis precisam ser fiscalizados de forma rigorosa pelo Poder Público. É necessário verificar, a todo momento, se o serviço está sendo cumprido de forma satisfatória. Ressaltando que os táxis fazem parte sim da matriz de transporte de uma cidade; estes veículos são denominados "Transporte Público Individual". E se é público, precisa ser regulamentado para o uso adequado de todos.

Além de atuar no controle e na fiscalização do serviço, a Secretaria Municipal de Transporte poderia criar treinamentos e curso de reciclagem para que fossem ministrados, regularmente, a todos os motoristas de táxi. Bom atendimento aos passageiros; conhecimento do mapa da cidade e de ruas; saber quais vias têm alguma restrição de horário de circulação ou quais, durante algumas horas, têm inversão de sentido; noções básicas de inglês (para atender turistas de todo o mundo) e de espanhol (atender, particularmente, os turistas da América Latina); estes são alguns aspectos a serem trabalhados para tornar os táxis do Rio em um serviço de alta qualidade.

No intuito de regulamentar de fato o serviço, a Secretaria Municipal de Transportes poderia determinar a instalação de dispositivos eletrônicos (GPS, chip com informações sobre o veículo e sobre o motorista) em todos os táxis; e próximos aos aeroportos, ao Porto do Rio e à rodoviária, portais eletrônicos (estes terminais de passageiros são a porta de entrada da cidade para o Brasil e para o mundo). De posse destes ITS (Intelligent Transportation Systems; na tradução, Sistemas Inteligentes de Transportes), fiscais, juntamente com agentes policiais, verificariam a condição de todos os veículos e motoristas que ali passassem. Caso a barreira eletrônica identificasse algum veículo (ou motorista) em situação irregular, o mesmo seria retido e não faria o embarque de passageiros. Lembrando que tais barreiras contariam com a presença física dos fiscais e funcionariam 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A cidade do Rio de Janeiro vai sediar as duas competições esportivas mais importantes do planeta: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Sendo assim, o serviço oferecido aos passageiros na cidade (trens, ônibus, metrô, barcas, táxis) precisa urgentemente ser repensado e reinventado. O Sistema de Transporte no Rio parou no tempo; as políticas do setor são inadequadas e/ou ultrapassadas. E o mais grave: o setor não é fortemente regulamentado. Passageiros enfrentam diariamente às mais diversas desventuras, sujeitos a todo tipo de irregularidades e desrespeitos. É preciso mudar. O Rio tem que se transformar numa cidade mais humana e agradável; e isto é obrigação do Poder Público. Isto vale para qualquer cidade; mesmo que ali não ocorra um evento de grande magnitude

sábado, 17 de novembro de 2012

Em relação aos VLT´s que irão circular pelo Centro do Rio, a matéria do Jornal O Dia mostra alguns detalhes sobre o seu funcionamento. Há informações sobre o sistema de cobrança, o bilhete único e o Túnel sob o Morro da Providência.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Brasil sobre Trilhos

Nesta semana, o telejornal Bom Dia Brasil (Rede Globo) veiculou uma série de reportagens sobre o transporte de passageiros sobre trilhos no país.


A série abordou o sucateamento da antiga malha ferroviária; mostrou o último trem de passageiros de longa distância; e falou sobre o Trem de Alta Velocidade (TAV), ligando Rio e São Paulo. Mostrou também os investimentos, por parte do Governo Federal, para que os trens voltem a figurar como o principal meio de transporte para cobrir longas distâncias no Brasil. Vale a pena conferir.



terça-feira, 13 de novembro de 2012


A Secretaria Estadual de Transportes implantará um centro de controle que será responsável em monitorar o trânsito do Grande Rio; técnicos vindos do Japão irão supervisionar o desenvolvimento do projeto. Tal iniciativa visa preparar o estado do Rio de Janeiro para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A matéria completa está no site do Jornal O Globo.

domingo, 11 de novembro de 2012


A NOVA MALHA METROVIÁRIA DO RIO DE JANEIRO



Hoje em dia, em jornais e sites da internet, encontra-se inúmeros projetos de ligação metroviária entre a Barra da Tijuca e o Centro da cidade. Na maioria deles, a Estação Botafogo está prevista como futura estação de integração com as novas linhas. Atualmente Botafogo é a última estação dos trens provenientes do terminal Pavuna. Para os passageiros que desejam prosseguir até aos bairros de Copacabana e Ipanema, é necessário desembarcar e aguardar o trem com destino ao terminal Ipanema-General Osório. Com o reforço da frota através da compra de 19 novos trens chineses, a concessionária Metrô-Rio, além de operar todas as composições com 06 carros, levará os trens provenientes da Pavuna diretamente até o terminal Ipanema-General Osório (sem que haja um aumento de intervalo entre os trens). Naturalmente que esta nova configuração só será adotada após a reabertura da estação General Osório, que ficará fechada (vide matéria do site G1) devido à construção do trecho Ipanema-Gávea para ampliação do metrô até à Barra.

Dentro do projeto de levar o metrô até a Barra, está previsto a construção de uma “outra” estação Ipanema-General Osório, paralela à que existe hoje em dia. Os trens vindos da Pavuna realizarão serviço de passageiros até à atual estação de Ipanema; a nova estação Ipanema-General Osório receberá os trens vindos do terminal Saens Peña que têm como destino a estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca (lembrando que em 2014, quando inaugurada, a Estação Uruguai será o novo terminal no lugar da estação Saens Peña). Com esta nova configuração, a estação Botafogo deixará de ser terminal para os trens de Linha 2.

A estação Botafogo hoje em dia está saturada; atualmente registra, durante a semana, o embarque de mais de 55 mil pessoas por dia. Naturalmente, que deixando de ser terminal para os trens de Linha 2, a estação estará menos “pressionada”.  Mas os projetos de futuras integrações devem levar em consideração além do espaço físico existente, o fluxo atual de passageiros. Se não houver um bom planejamento, pode acontecer em Botafogo o gargalo que havia na Estação Estácio quando só ali era realizada a transferência das Linhas 1 e 2.  

A estação de Botafogo tem uma configuração clássica, isto é, três plataformas: o desembarque é feito pelas duas plataformas das extremidades da estação; o embarque é realizado pela plataforma central (é bem verdade que o Metrô-Rio modificou este procedimento, tornando-o um pouco confuso para os passageiros – vide matéria do site Metrô-Rio). Mesmo com três plataformas, dificilmente Botafogo, caso seja uma estação de transferência, irá comportar mais passageiros com conforto e com segurança. As estações do Catete e da Glória (relativamente próximas à Botafogo), por receberem menos passageiros diariamente, são opções mais indicadas para receber um grande fluxo de pessoas provenientes de uma outra linha. 

Para um bom planejamento, é preciso reunir profissionais qualificados da área e pensar o sistema metroviário como um todo. Deve-se levar em conta possíveis integrações com outros modais (trem, barcas, VLT), bem como a proximidade de locais de grande aglomeração de pessoas (shoppings, faculdades, pontos turísticos da cidade). Naturalmente deve-se observar três aspectos: o conforto, a segurança e a satisfação dos passageiros. Estes são conceitos que formam às bases de uma verdadeira Política de Transportes.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


ESTRADAS MUNDO AFORA

Fotos de estradas e pontes ao redor do planeta; algumas parecem verdadeiras obras de arte saídas de um museu. A galeria completa está no site do UOL.

Noruega


China


Itália


Emirados Árabes



terça-feira, 30 de outubro de 2012


SISTEMAS INTELIGENTES DE TRANSPORTE - ITS


Os ITS (Intelligent Transportation Systems, ou Sistemas Inteligentes de Transporte) são modernos dispositivos tecnológicos que permitem acompanhar à distância (e em tempo real) o desempenho de um determinado sistema de transporte. Sensores de telemetria; dispositivos de comunicação de voz e de transmissão de dados; câmeras de vídeos; sistemas de informação aos passageiros; estes são exemplos de ITS.

Com adoção dos ITS, torna-se possível monitorar o desempenho de veículos e funcionários; bem com permite traçar estratégias para atender a demanda característica de cada região. Ao passageiro é oferecido um transporte que preza pela pontualidade e pela regularidade. Associados a políticas eficazes, os ITS contribuem para a melhora significativa do serviço prestado.  

Na década de 80, os primeiros sistemas de monitoramento automático de frotas passaram a ser utilizados em cidades norte-americanas e europeias. Em 1991, novos dispositivos foram desenvolvidos nos EUA para monitorar o tráfego nas estradas e automatizar a cobrança em pedágios; tais inovações foram posteriormente estendidas para o transporte urbano de passageiros. No Brasil, em meados da década de 90, surgiram as primeiras iniciativas de monitoramento de frotas e a utilização de câmeras de vídeo por empresas de transporte de carga. Em 2008, em licitações para a concessão do transporte público nas cidades de Goiânia e Belo Horizonte, os editais exigiam a implantação dos ITS.

Dados coletados, após a implantação de sistemas de monitoramento dos ônibus em cidades norte-americanas e europeias, mostraram ganhos na ordem de 3% a 4% devido à redução da frota, da quilometragem percorrida pelos veículos e das horas-extras dos motoristas; mostraram também um aumento de receita, uma maior satisfação dos passageiros e a melhora da imagem das empresas perante seus clientes.

Exemplo: painel indicando o tempo previsto para a próxima parada (Fonte: ITS.WPLEX)

 Um sistema de transporte não é bem sucedido se não é bem “vendido” junto ao seu público. A superlotação de veículos e os atrasos frequentes causam impactos negativos ao sistema (insatisfação e reclamação por parte dos passageiros). Tal situação diminui a confiabilidade e a credibilidade do transporte público (mais pessoas irão optar pelo automóvel, gerando mais congestionamentos nas cidades). Através dos ITS, pode-se informar aos passageiros (via-celular ou através da internet) os horários de partidas dos terminais ou quando chegará o próximo ônibus num determinado ponto de parada, por exemplo. De posse destas informações, os passageiros podem programar melhor suas viagens, aumentando sua confiança no serviço prestado. E maiores níveis de pontualidade e regularidade possibilitam também a redução dos custos operacionais e o aumento da lucratividade do sistema.
=======================================================    NOTA: o site da ITS.WPLEX foi a fonte das informações aqui postadas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


O Governo do estado do RJ assina, na próxima quarta-feira dia 24, o contrato para a compra de 60 novos trens que irão reforçar a frota da SuperVia. As primeiras composições chegam ao Rio num prazo de 18 meses. A matéria completa está no site do Jornal O Globo.

sábado, 20 de outubro de 2012



Esta semana, em matéria publicada pelo Jornal O Dia, a Prefeitura do Rio anunciou um planejamento para que todos os ônibus da cidade tenham ar-condicionado e piso-baixo até 2016. Entretanto, para custear tal investimento, a tarifa sofrerá um reajuste maior se comparado aos anos anteriores; ou ainda, haverá subsídios por parte do governo municipal.

A Prefeitura buscar corrigir uma falha que ocorreu na Licitação das Linhas de Ônibus da cidade realizada em 2010. No edital, não constava a obrigatoriedade de se equipar todos os veículos com ar-condicionado.

O Rio é uma cidade onde o calor está presente mesmo no inverno; sendo assim, ônibus com ar-condicionado possibilitam uma viagem agradável e silenciosa. Este é um item que garante o conforto de passageiros e funcionários. Uma outra matéria, também publicada pelo Jornal O Dia, relata a dificuldade enfrentada pelas pessoas que utilizam os ônibus como meio de transporte. Na tarde da última quinta-feira, dia 18, passageiros da Linha 369 (Bangu - Largo do Machado) enfrentaram um calor de 33,9 ºC no interior do veículo. A Zona Oeste (onde o bairro de Bangu está localizado) é a região mais quente da cidade; mas lá, a grande maioria dos ônibus não possui ar-condicionado.
  
Termômetro indica 33,9 ºC no interior do ônbus (Fonte: Jornal O Dia).
   
A climatização interna dos veículos não é um artigo de luxo. Para que não haja um reajuste acentuado nas (ou a criação de subsídios), o Poder Público tem que oferecer contrapartidas às empresas, como: redução da carga tributária; prorrogação do tempo de concessão do serviço; combate ao transporte irregular (contribuindo para que mais passageiros utilizem os ônibus como meio de transporte).

No Rio de Janeiro, dificilmente alguém compra um automóvel 0 km sem ar-condicionado. A concessionária de trens urbanos Supervia, juntamente com o governo do estado, está reformando e instalando ar-condicionado em algumas das antigas composições. E todos os novos trens comprados da Coréia do Sul e da China já vieram com ar-condicionado instalado. Em relação ao metrô, todas as composições que circulam atualmente são dotadas de ar-condicionado; e as 19 novas composições compradas junto a uma fábrica chinesa também terão ar-condicionado. Inclusive, estes novos trens terão um sistema moderno de refrigeração, mais apropriado para as composições da Linha 2 que recebem incidência direta do sol.

Exemplos não faltam; a instalação de ar-condicionado em todos os ônibus da cidade é algo urgente e necessário.