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domingo, 30 de dezembro de 2012


PINTURAS FERROVIÁRIAS



  Como última postagem de 2012, belas fotos de trens e ferrovias ao redor do mundo. Inté 2013 !! 










"Trilhos & Avenidas"

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


TRANSOESTE – ALGUMAS LIÇÕES



O primeiro sistema BRT da cidade do Rio foi inaugurado em junho deste ano. O objetivo da Transoeste era diminuir o tempo de deslocamento entre a Barra da Tijuca e Santa Cruz; e a meta foi cumprida. Uma viagem que durava mais de 2 horas, hoje é feita em aproximadamente 45 minutos. Em junho, ainda em caráter experimental, o sistema transportou 144.643 passageiros. Em novembro, mais de 1,4 milhão de pessoas usaram o BRT da cidade. Esta demanda mostra, por um lado, que os passageiros aprovaram o novo serviço; por outro, ficou comprovada que existe uma demanda tal que justificaria sim a construção de uma linha de metrô na Zona Oeste.  

Transoeste: demanda de passageiros.


Infelizmente o sistema BRT dá sinais de saturação (veja o vídeo – RJTV 1ª Edição, 21 denovembro). No horário de pico, os veículos ficam superlotados. Muitas vezes os ônibus não fazem serviço numa estação (de parada obrigatória) simplesmente porque “não cabe mais ninguém”. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a partir de março de 2013, 12 novos ônibus irão se juntar aos 91 veículos que hoje compõem a frota da Transoeste. A Secretaria anunciou também que irá fazer alguns ajustes na operação: alguns ônibus irão fazer serviço de passageiros apenas no trecho Recreio-Santa Cruz. A intenção é diminuir a superlotação nos veículos. Para realizar essa operação diferenciada, será necessário construir retornos ao longo do itinerário.  A Transoeste, mesmo com ajustes, sempre terá limitações. Os corredores não são segregados totalmente (há cruzamentos, semáforos e travessia de pedestres). A própria tecnologia envolvida (pneus e pavimento) tem sua limitação: em dias chuvosos, a velocidade dos ônibus precisa ser reduzida consideravelmente.

Ônibus da Transoeste lotado.


Os atuais ônibus da Transoeste têm capacidade (teórica) para 140 PAX (passageiros). Dentro de um planejamento mais criterioso, ao invés de ônibus articulados, ônibus biarticulados (os mais modernos com capacidade de 250 PAX) poderiam operar na Transoeste; haveria uma maior oferta de viagens. E para aumentar o espaço interno dos ônibus, os assentos poderiam ser dispostos de forma longitudinal.

Em Curitiba, os mais modernos ônibus biarticulados em operação.


A escolha do meio transporte mais adequado para o Rio precisa obedecer exclusivamente a critérios técnicos. Custo total do projeto; capacidade do sistema; número de automóveis retirados das ruas por hora; tarifa; poluição gerada. São vários aspectos que precisam ser analisados; e não apenas o custo de implantação. Construir linhas de metrô é muito caro; seja no Brasil, nos EUA, na Europa ou no Japão. A questão é saber se vale a pena fazer um investimento de tamanha magnitude. Megalópoles como Nova York, Londres, Paris, Tóquio elegeram o sistema metro-ferroviário como a melhor forma de transportar milhões de pessoas todos os dias. A cidade de São Paulo também adotou o transporte sobre trilhos como a melhor maneira de diminuir os congestionamentos diários e aumentar a mobilidade urbana.  

A Barra da Tijuca, por ser um bairro com uma arquitetura moderna (e até certo ponto futurista), seria um cenário ideal para uma linha suspensa de metrô. O viaduto metroviário passaria pelo canteiro central, se integrando perfeitamente aos prédios e construções modernas da Barra. Essa linha, por exemplo, poderia ligar o Jardim Oceânico até o Recreio; lá, haveria um terminal intermodal, onde seria feita a integração com a Linha BRT “Recreio-Santa Cruz”.

Que os problemas e ajustes da Transoeste sirvam de lição para as outras linhas de BRT (Transolímpica, Transcarioca e Transbrasil). Alguns conceitos precisam ser revistos para que os novos sistemas não fiquem obsoletos antes mesmo de serem inaugurados.  





domingo, 23 de dezembro de 2012


Abaixo, fotos de algumas das mais belas pontes ao redor do mundo. A galeria completa está no site Casa Vogue.


Ponte Vecchio - Florença, Itália.

Ponte Chengyang - China.

Ponte Millau - França.

Ponte Forth - Escócia.

Ponte Juscelino Kubitschek (JK) - Brasília, Brasil.

Ponte Magdeburg - Alemanha.  Incrível !!


Lembrando que pontes e viadutos possuem uma diferença de conceito: uma ponte passa, obrigatoriamente, sobre um corpo d'água (rio, lago, lagoa, baía, canal).

sábado, 22 de dezembro de 2012



E NA HOLANDA...

 Na pequena Purmerend, localizada no norte da Holanda, atravessar a nova ponte da cidade é um desafio para qualquer pessoa. A Melkwegbrug (Ponte Via Láctea, em português), composta por inúmeros degraus, é muito íngreme. Construída sobre o Canal Noordhollandsch, a estrutura possui 12 metros de altura, o que corresponde a um edifício de 4 andares.
A Ponte Melkwegbrug.

Abaixo da "ponte de degraus", a ponte em " Z ".


A nova ponte vem recebendo inúmeros elogios. A estrutura faz parte do plano diretor da cidade, que tem o objetivo de ligar o distrito Weidevenne à cidade histórica. O seu design possibilita que pedestres e ciclistas atravessem o rio por caminhos independentes. Abaixo da “ponte de degraus”, existe uma ponte para a travessia de ciclistas e cadeirantes. Este caminho, de 100 metros de extensão, tem o formato da letra “Z”. Foi adotada esta solução para que o desnível entre as margens do rio fosse vencido de uma forma suave, sem exigir um grande esforço para percorrer o trecho.

A ponte ao anoitecer. 





Fonte: Casa Vogue


ENQUANTO ISSO NA CHINA...

 A Engenharia de Tráfego indica a construção de uma rotatória quando muitas vias convergem para um mesmo ponto. Tal solução elimina os cruzamentos, os semáforos, e possibilita reduzir os congestionamentos. Mas a rotatória tem lá suas desvantagens: alto custo de implantação; demanda-se uma grande área para sua construção; dificulta a travessia das pessoas.

Na cidade chinesa de Xangai, porém, os pedestres não foram esquecidos. A passarela circular Lujiazui foi construída sobre uma rotatória. Localizada no bairro de Pudong, a passarela possui 5,50 metros de largura, está suspensa a 20 metros da rua e permite que 15 pessoas andem lado a lado. Uma verdadeira "Rotatória de Pedestres".




Acesso à passarela.


A passarela facilita o acesso ao transporte público, bem como aos escritórios do centro financeiro, às áreas de lazer e aos shoppings das redondezas. Durante a noite, a Lujiazui recebe uma iluminação especial, proporcionando um belo espetáculo.

A passarela Lujiazui durante a noite.


Fonte: Casa Vogue

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


CONGESTIONAMENTOS E TECNOLOGIA NO RIO
  
 A falta de investimentos em transporte de massa, aliada aos congestionamentos cada vez mais frequentes na cidade, vem mudando a rotina e os hábitos de muitos cariocas. Ir para o trabalho com o seu próprio automóvel deixou de ser a opção para muitas pessoas. Elas fazem parte de um grupo que decidiu vender seus automóveis, passando a andar de táxi, metrô, bicicleta e a pé nos deslocamentos diários. Dificuldade de encontrar vagas; alto custo de manutenção; engarrafamentos e estresse no trânsito. A mudança de hábitos aliviou o bolso e trouxe mais qualidade de vida.
Para muitos especialistas os congestionamentos no Rio já se comparam aos de São Paulo. A cidade está saturada de carros. A bicicleta acaba sendo uma opção de deslocamento para muitas pessoas. É um meio de transporte não poluente; e andar de bicicleta traz benefícios à saúde de quem pedala. Através das redes sociais da internet, grupos de pessoas se organizam para irem juntas ao trabalho. O “Bond-bike” reúne moradores da Zona Sul do Rio. De segunda à sexta, às 7:45h da manhã, no Largo do Machado, ciclistas formam o “bonde das bicicletas” e partem juntos para o trabalho no Centro da cidade. Mas existem algumas dificuldades que impedem uma maior adesão a esse meio de transporte. Além das ciclovias cariocas não abrangerem toda a cidade, o calor presente o ano todo e topografia do Rio dificultam o uso das "magrelas". 

Preso no engarrafamento, mas dentro de um táxi, uma pessoa pode fazer ligações, acessar seus e-mail, adiantar o serviço do trabalho, sem stress. Ainda há outras vantagens. Andar de táxi pode sair mais barato que andar de carro; um proprietário de automóvel tem gastos com seguro, IPVA, estacionamento, manutenção e combustível. Além do mais, por se tratar de um bem, o automóvel também sofre uma depreciação ao longo dos anos.

 Hoje em dia, com os smartphones e banda larga, telefonar pedindo táxi está ficando ultrapassado. Vive-se a era do “Táxi Digital”. Com o uso de aplicativos instalados nos smartphones e alguns cliques, é possível solicitar um táxi e acompanhar, em tempo real, a chegada do veículo através do mapa no próprio celular. O tempo entre o pedido e a chegada do táxi é de aproximadamente 10 minutos.

No Rio, a Easy Taxi é uma das cooperativas que permite o agendamento das corridas via smartphone (veja o vídeo). Para utilizar o serviço, o cliente deve se cadastrar no site da empresa e baixar o aplicativo no celular. Depois é digitar o endereço do local onde se encontra e um ponto de referência. Ao ser acionado pelo passageiro, a Easy Taxi busca, via satélite, o veículo mais próximo num raio de 3 quilômetros. Se o taxista aceitar a corrida, o usuário é informado, e deve confirmar ou não seu pedido. O aplicativo, lançado em abril, tem hoje mil motoristas e cem mil usuários cadastrados no Rio e em São Paulo. Os clientes tem a oportunidade inclusive de visualizar a foto do motorista que irá realizar a corrida.

Vale lembrar que apesar do alto custo, e de ser um serviço para poucos, o táxi é um Transporte Público Individual. Sendo assim, pode e deve ser considerado como uma alternativa para restringir a circulação de carros em algumas regiões da cidade.


MAIS SEGURANÇA NA TRANSOESTE

  
Uma série de acidentes e atropelamentos (muitos deles fatais) nos corredores da Transoeste motivou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) a criar grupo de estudo; seu objetivo: avaliar as condições de segurança do BRT. Em setembro, o CREA-RJ entregou um relatório à Prefeitura do Rio com sugestões para aumentar a segurança do sistema.
O documento, elaborado pela Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ, enumera algumas medidas de curto e de médio prazo a serem aplicadas; uma sugestão é a instalação de cancelas semelhantes às utilizadas em linhas férreas. Uma reunião entre representantes da Prefeitura e do CREA-RJ irá discutir a viabilidade do relatório, bem como as recomendações presentes nele.
O Presidente do CREA-RJ, Agostinho Guerreiro, garante que o objetivo do relatório é aumentar a segurança de pedestres e motoristas, reduzindo de forma significativa o número de atropelamentos e colisões nos corredores do BRT. Segundo Agostinho, “os corredores expressos são uma boa alternativa para melhorar a mobilidade urbana no Rio de Janeiro, mas a Transoeste precisa conquistar a confiança dos usuários, operando com eficácia e segurança”.
Abaixo, algumas recomendações presentes no relatório:
·  colocação de guardrail entre a faixa do BRT e a pista dos demais veículos.

·  colocação de um tela contínua para evitar a travessia de pessoas fora da faixa de pedestres.

·  transferência dos pontos de ônibus convencionais para locais mais próximos às faixas de pedestres.

· acesso às estações pelas duas extremidades, evitando que pedestres atravessem em locais inadequados.

· diminuição da velocidade dos ônibus do BRT onde houver cruzamentos, bem como nas estações onde ocorra a passagem de ônibus expressos (estes não realizam serviço de passageiros em todas as estações, utilizando-se de uma pista paralela à estação). 

· colocação de temporizadores digitais, com contagem regressiva em segundos, nas faixas de pedestres. Deste modo, as pessoas saberão quanto tempo resta para concluir a travessia das pistas, inclusive às do BRT.


Fonte: CREA-RJ