Após o anúncio que o Rio de Janeiro seria a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, surgiram inúmeros projetos para a melhoria do sistema de transporte da cidade. Mas faltou a opinião dos especialistas; profissionais da área poderiam ajudar a traçar uma real política de transportes para o Rio de Janeiro. O BRT foi a melhor escolha? O traçado do metrô até a Barra da Tijuca foi o mais adequado? As decisões tomadas pelo Poder Público na área de transportes não tiveram o respaldo de profissionais conhecedores do assunto. Devido a este ocorrido, propõe-se a criação do "Conselho Metropolitano de Transportes do Rio de Janeiro" (CMT-Rio).
Tal conselho seria responsável em analisar e traçar as diretrizes para a modernização do sistema de transportes (ônibus, trens, metrô e barcas) da cidade. O Conselho Metropolitano de Transportes seria composto por 07 integrantes, sendo eles: um representante da Secretaria Estadual de Transportes; um representante da Secretaria Municipal de Transportes; um engenheiro de Transportes da UFRJ, um da UERJ e um outro da PUC-RJ; um representante do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ); e um representante da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Os representantes do governo do estado e da Prefeitura configuram o Poder Público (de onde parte a vontade política e as verbas). Os engenheiros das universidades são os profissionais com profundo conhecimento da matéria. A Fundação Getúlio Vargas se faz presente por ter a experiência com custos e viabilidade econômica de projetos. O Ministério Público seria o representante do povo, garantindo a lisura de todo o processo.
A função de conselheiro do CMT-Rio não seria remunerada; e os custos com as instalações e com a logística para o bom funcionamento do conselho seriam repartidos (meio a meio) entre o governo estadual e a prefeitura. Fica aqui a sugestão.