NA
BOLEIA DE UM CAMINHÃO-TANQUE
Descendo a serra, pista molhada, e o
fundo do Vale à direita, lá embaixo, a uns 500 metros. Dirigindo uma carreta,
com 30 mil litros de Gasolina, Álcool, Diesel, e, de, sei lá. Pouco importa. É
combustível. 30 mil litros de produtos, muito inflamáveis. Rodovia sinuosa,
pista escorregadia, curva à esquerda, e o Vale. O Vale está a uns 400 metros,
lá embaixo. O Rádio chama; o Chefe quer saber a localização do caminhão. O
Cliente está a uns 5Km’s de distância. De carro, em um belo dia de sol, é “logo
ali”. A bordo de uma carreta, uma carreta 30 mil, uma eternidade...
Caminhão com “Bomba”, Jornada de
Trabalho, Teste do Bafômetro, pneus calibrados?! Freio, seta à esquerda. Olho
no retrovisor; reduzir, contornar a curva. Gasolina, Álcool; Diesel S-500 ou
S-10? É inflamável do mesmo jeito. Presente da filha, presente da patroa;
fatura do cartão. O fundo do Vale é aqui. Chuva torrencial. O Cliente é logo
ali; será que tem algum restaurante aqui perto? Rádio chama de novo: “Chefe, daqui
a 4 horas, estou de volta à Base. Para onde é a próxima viagem?”.
Carlos J. Sabino de Barros