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domingo, 2 de abril de 2017

NA BOLEIA DE UM CAMINHÃO-TANQUE



Descendo a serra, pista molhada, e o fundo do Vale à direita, lá embaixo, a uns 500 metros. Dirigindo uma carreta, com 30 mil litros de Gasolina, Álcool, Diesel, e, de, sei lá. Pouco importa. É combustível. 30 mil litros de produtos, muito inflamáveis. Rodovia sinuosa, pista escorregadia, curva à esquerda, e o Vale. O Vale está a uns 400 metros, lá embaixo. O Rádio chama; o Chefe quer saber a localização do caminhão. O Cliente está a uns 5Km’s de distância. De carro, em um belo dia de sol, é “logo ali”. A bordo de uma carreta, uma carreta 30 mil, uma eternidade...

Caminhão com “Bomba”, Jornada de Trabalho, Teste do Bafômetro, pneus calibrados?! Freio, seta à esquerda. Olho no retrovisor; reduzir, contornar a curva. Gasolina, Álcool; Diesel S-500 ou S-10? É inflamável do mesmo jeito. Presente da filha, presente da patroa; fatura do cartão. O fundo do Vale é aqui. Chuva torrencial. O Cliente é logo ali; será que tem algum restaurante aqui perto? Rádio chama de novo: “Chefe, daqui a 4 horas, estou de volta à Base. Para onde é a próxima viagem?”.


Carlos J. Sabino de Barros