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terça-feira, 12 de junho de 2012

A grande maioria dos ônibus que circula pela cidade do Rio de Janeiro possui piso elevado; para ingressar neles, os passageiros precisam vencer degraus altos, sem auxílio de corrimãos. É bem verdade que em muitos existe um elevador hidráulico instalado (para o embarque/desembarque de cadeirantes), mas um problema persiste: os degraus dos ônibus continuam distantes do nível da rua. Tal situação dificulta (e torna perigoso) o embarque/desembarque de idosos, gestantes, pessoas com carrinhos de bebê, obesos e portadores de necessidades especiais (os elevadores hidráulicos estão previstos apenas para uso exclusivo de cadeirantes). E por si só, o uso dos elevadores hidráulicos se constitui num processo demorado; como consequência, os veículos ficam parados nos pontos por mais tempo, aumentando significativamente o tempo de viagem.
É de suma importância que as autoridades (municipal e estadual) estabeleçam como política de transporte à adoção dos ônibus do tipo “piso-baixo” em toda a frota urbana; numa iniciativa de se estabelecer verdadeiramente a filosofia de “Acessibilidade para Todos”. Com o embarque/desembarque rápido e seguro, diminui-se inclusive o tempo de viagem. É uma medida que irá trazer conforto e satisfação aos passageiros.
 A empresa que administra o metrô da nossa cidade - Metrô-Rio - chegou a utilizar ônibus do tipo “piso-baixo” quando implantou o “Metrô na Superfície” (continuação da viagem, por ônibus, para os passageiros que desembarcassem na estação Cardeal Arcoverde e tinham como destino o bairro de Ipanema).

Ônibus do Metrô-Rio utilizado em 2001.


Recentemente, o Metrô-Rio adquiriu 02 novos ônibus do tipo “piso-baixo”. São veículos que facilitam o acesso das pessoas de um modo geral. Em vez de elevadores hidráulicos, esses ônibus são dotados de uma rampa dobrável na altura do piso do veículo. Quando o ônibus pára num ponto, a rampa se estende até a calçada para facilitar o acesso dos cadeirantes ao veículo. Com piso mais próximo ao solo, essas rampas dobráveis se adaptam a qualquer meio-fio e são montadas em alguns segundos (tais dispositivos são acionados manualmente pelo motorista do ônibus). A rampa dobrável é um equipamento mais prático e mais ágil que o elevador hidráulico; este, por ser um mecanismo mais complexo, tem maiores chances de enguiço, além de exigir um tempo maior para realizar a operação.

A rampa dobrável permite o rápido acesso dos cadeirantes ao veículo.

Os ônibus do tipo “piso-baixo” são mais caros que os modelos convencionais; mas o custo para adquirir tais veículos não pode ser o único aspecto a ser considerado. Leva-se em conta também a agilidade, segurança e conforto que será proporcionado a todos os passageiros. Estabelecer que toda a frota de ônibus da cidade seja de os ônibus “piso-baixo” exigirá um grande esforço por parte do Poder Público (estado e prefeitura) e das empresas de ônibus. O investimento inicial é bastante alto. Sendo assim, é necessária uma engenharia financeira para que as empresas não arquem sozinhas com o custo de implantação; e o Poder Público tem fiscalizar e retirar veículos clandestinos para que mais pessoas utilizem os ônibus regulares. A adoção dos ônibus do tipo “piso-baixo” irá trazer mais independência, rapidez, segurança e conforto ao sistema.


Modelo de ônibus de piso-baixo que poderia ser adotado na cidade.