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domingo, 29 de setembro de 2013

RAMAL DO CENTRO


Em breve, aqui no blog, serão abordadas questões e curiosidades sobre o Ramal do Centro dos trens urbanos do Rio de Janeiro, administrado pela SuperVia. A ilustração abaixo mostra o trecho entre as estações Méier e Oswaldo Cruz. São 5 linhas – com um sistema de numeração bem peculiar (entre Engenho de Dentro e Madureira).



MOBILIDADE ZERO


Em artigo publicado no Jornal O Globo, o jornalista Gilberto Scofield Jr aborda o cotidiano daqueles que utilizam os transportes públicos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. No texto, destaque-se uma frase do 3º parágrafo: “E os táxis – bem, os táxis são um favor que os motoristas fazem aos passageiros, pelo visto”. Os táxis fazem sim parte dos meios de transporte de uma cidade; o táxi é um transporte público individual.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

MOBILIDADE URBANA 


O artigo publicado no site do Jornal O Globo aponta os desafios que a cidade do Rio enfrentará nos próximos anos. Mobilidade Urbana é algo fundamental em qualquer política de governo; deve ser pensada sempre, independente se a cidade em questão sediará ou não grandes eventos internacionais. É de extrema urgência que a matéria "Transportes" seja levada realmente a sério pelos nossos governantes.

segunda-feira, 13 de maio de 2013


SISTEMAS INTELIGENTES DE TRANSPORTE


Os Intelligent Transportation Systems (ITS) são modernas ferramentas que permitem monitorar, à distância, uma determinada frota de dezenas, centenas ou milhares de veículos. Uma entrevista com Alexandre Rojas, Coordenador Técnico do IV Seminário ITS 2013, mostra que existe sim uma forma eficaz de organizar o sistema de ônibus da cidade. As ferramentas aí estão; recursos existem; com a palavra, a Prefeitura do Rio. 

quarta-feira, 27 de março de 2013


METRÔ RUMO À BARRA – VISITA ÀS OBRAS




No último domingo, o Consórcio Construtor Rio-Barra (CCRB) organizou mais uma visita às obras que levarão o metrô até a Barra da Tijuca. O ponto de partida foi o canteiro instalado próximo à futura Estação Jardim Oceânico. Segundo informações do CCRB, em fevereiro de 2014, terá início a instalação da via permanente (trilhos e dormentes de concreto). O CCRB é responsável pela construção do trecho do Jardim Oceânico até a Gávea; a operação do sistema ficará sob controle da Concessionária Metrô-Rio.

Os túneis que farão a ligação até São Conrado.

Túnel que levará os trens até a Estação São Conrado.

É por aqui que chegarão os trens vindos de São Conrado.
  
Entrada do túnel da obra; o metrô passará por aqui.

Detalhe do túnel escavado no Morro Focinho do Cavalo.

Ao fundo, o Canal da Barra. Sobre ele, será construída uma ponte estaiada que fará a ligação com a estação Jardim Oceânico. 
























As visitas acontecem uma vez por mês, e são abertas ao público. O agendamento pode ser feito através do e-mail: visitaguiada@ccrblinha4.com.br

domingo, 24 de março de 2013


REABERTURA DA ESTAÇÃO CANTAGALO




Fechada desde o dia 23 de fevereiro, para a execução das obras que levará o metrô até a Barra da Tijuca, a estação Cantagalo foi reaberta no último dia 16, operando em regime especial: uma composição – somente – faz a ligação entre as estações Cantagalo e Siqueira Campos (este trem é conhecido como "Shuttle"). Os passageiros, na estação Cantagalo, que desejarem seguir viagem, deverão embarcar no shuttle até a estação Siqueira Campos; lá, deverão desembarcar e ingressar em uma outra composição. Os trens provenientes do terminal Saens Peña seguem até Siqueira Campos e de lá retornam ao terminal. A estação de General Osório permanece fechada, com previsão de reabrir no fim do ano.



Na estação Cantagalo, o embarque é realizado na plataforma que originalmente era utilizada pelos passageiros que seguiam sentido Saens Peña.

O shuttle parte rumo à estação Siqueira Campos.




shuttle desembarca passageiros na estação Siqueira Campos; na Via 1, a chegada do trem proveniente do terminal Saens Peña.








Na estação Siqueira Campos, os passageiros deverão desembarcar pelo lado direito, subir as escadas e se dirigirem à plataforma do outro lado. O mesmo procedimento vale, de forma análoga, para os passageiros que desembarcam na estação Siqueira Campos e seguirão viagem até a estação Cantagalo.





O trem estacionado na Via 1 retorna ao terminal Saens Peña pela Via 2. O shuttle segue rumo à estação Cantagalo.









Neste regime especial de operação, é preciso que o Centro de Controle do Metrô-Rio coordene as chegadas dos trens à estação Siqueira Campos. O tempo gasto pelos passageiros no deslocamento de uma plataforma até a outra deverá ser considerado. Sendo assim, a operação ideal seria:

#1º - chegada do shuttle à estação Siqueira Campos

#2º - chegada à Siqueira Campos do trem proveniente do terminal Saens Peña

#3º - transferência de passageiros

#4º - trem parte com destino ao terminal Saens Peña (esta composição precisa cumprir intervalos regulares para que o sistema como um todo opere na normalidade)

#5º - o shuttle retorna à estação Cantagalo (sendo o único trem do trecho, o shuttle cumpre intervalos maiores e mais flexíveis)


Coordenando bem as chegadas dos trens à estação Siqueira Campos, os passageiros seguirão viagem sem maiores contratempos. 

Plataforma da estação Cantagalo onde o shuttle realiza serviço de passageiros.  Ao fundo, é possível observar que o túnel que segue até General Osório está interditado.

Detalhe da entrada do túnel.

terça-feira, 19 de março de 2013


NÃO HÁ SOLUÇÃO MÁGICA



Na edição do último domingo, o Jornal O Globo publicou duas reportagens sobre os meios de transporte do Rio de Janeiro: a primeira aborda o tempo gasto para se deslocar de casa até o trabalho; a segunda mostra o total desconforto enfrentado pelos passageiros de ônibus na cidade. Abaixo, um gráfico e um "raio-x" que ajudam explicar o caos que se vive hoje no Rio. O transporte sobre trilhos é a única saída para se evitar o colapso do sistema de transporte da cidade.




quarta-feira, 13 de março de 2013


O TATUZÃO JÁ ESTÁ NO RIO


Na última segunda-feira, uma reportagem do RJ-TV 2ªEdição (TV GLOBO) mostrou o desembarque do equipamento responsável pela perfuração dos túneis do metrô entre Ipanema e a Gávea (dentro do projeto de ampliação do metrô até a Barra da Tijuca). Popularmente conhecido como Tatuzão, a tuneladora (Tunnel Boring Machine) foi construída na Alemanha, sendo desmontada para que fosse transportada de navio até o Brasil. 

O tatuzão, montado, ainda na Alemanha.

terça-feira, 5 de março de 2013



TRANSPORTE SUSTENTÁVEL NAS RUAS DO RIO




Nesta terça-feira, numa parceria com a Prefeitura do Rio e a Petrobras Distribuidora, a montadora japonesa Nissan entregou 2 carros 100% elétricos; tais veículos irão fazer parte da frota de táxis da cidade. Movidos por baterias de íon-lítio, esses carros possuem uma autonomia de 160 Km. Em dois postos da Petrobras, um na Barra da Tijuca e outro às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, existem os Quick Chargers (carregadores rápidos): equipamentos que permitem que as baterias sejam carregadas em 20 minutos. Até o fim do ano, mais 13 táxis elétricos (também fornecidos pela Nissan) irão circular pelas ruas da Rio.



Os táxis elétricos entregues hoje farão parte de uma cooperativa que atua no Aeroporto Santos Dumont. A recarga das baterias dos veículos será gratuita; e não haverá repasse de percentual das corridas à Nissan. Os carros elétricos ficarão emprestados por cerca de três anos aos taxistas.



 O modelo escolhido foi o Nissan LEAF, com mais de 50 mil unidades vendidas em todo o mundo. Através de carregadores caseiros, em 8 horas, as baterias de íon-lítio são recarregadas. Lançado comercialmente nos Estados Unidos e no Japão em dezembro de 2010, e na Europa no ano seguinte, o Nissan LEAF não emite gases poluentes e praticamente não faz barulho. O uso de tecnologia limpa diminui a poluição causada pelos veículos, tornando as cidades lugares mais agradáveis para se viver bem.



FONTE: JORNAL O DIA; JORNAL DO BRASIL; JORNAL O GLOBO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


VISITA AO CANTEIRO DE OBRAS DO METRÔ – SÃO CONRADO


    
 No último domingo, dia 24 de fevereiro, foi realizada uma visita às obras de extensão do metrô até a Barra da Tijuca. O local visitado foi o túnel entre as futuras estações Jardim Oceânico e São Conrado. A visita foi organizada pelo Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB), responsável pela construção do trecho de 10 Km entre o Jardim Oceânico e a Gávea. Um outro consórcio será responsável pela construção do trecho Gávea-Ipanema. O CCRB é formado pelas empresas Carioca, Cowan, Odebrecht, Queiroz Galvão e Servix.

Canteiro de obra em São Conrado. (Foto: Carlo J.)

O mesmo canteiro de obra; ao fundo, a Rocinha. (Foto: Carlo J.)


 Todo o trecho, do Jardim Oceânico até Ipanema, será subterrâneo; a única exceção serão os trilhos que passam sobre a ponte do Canal da Barra: com 431 metros de comprimento, construída em concreto armado e suspensa por cabos de aço, a ponte estaiada sairá da Pedra do Focinho do Cavalo, seguindo em direção à estação Jardim Oceânico.

Ponte estaiada sobre o Canal da Barra. (Fonte: Jornal Extra)


 Segundo o CCRB, a tempo de viagem entre o Jardim Oceânico e o Centro da cidade será de 35 minutos. A previsão é de que, com o novo trecho em operação (com 16 Km de extensão, da Barra até Ipanema), outros 240 mil passageiros utilizem diariamente o metrô do Rio. O novo trecho deverá entrar em operação no início de 2016.

Túnel que segue até a Barra da Tijuca (Foto: Carlo J.)

Túnel que segue em direção à Zona Sul (Foto: Carlo J.)


 As visitas aos canteiros de obra são abertas ao público. Novas vistitas estão previstas; o cadastro poderá ser realizado através do e-mail: <<visitaguiada@ccrblinha4.com.br>>.

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P.S: O CCRB é responsável apenas pelas obras civis do trecho Barra-Gávea. A Concessionária Metrô-Rio será responsável em operar essa ampliação do sistema, junto com o restante da malha metroviária da cidade. Segundo informações do CCRB, ainda não foi definido como será a operação nos trechos São Conrado-Gávea e Gávea-Leblon. Como pode ser visto na foto abaixo, a estação Gávea faz parte de um "desvio" (na foto, o trecho assinalado em preto). Ela será construída em dois níveis, permitindo a construção de uma outra linha de metrô até o Centro da cidade; entretanto, ainda não está definindo como será a circulação de trens no local em 2016. 

Fonte: Jornal Extra

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


NOVA ETAPA DO METRÔ ATÉ A BARRA




O Governo do Rio de Janeiro anunciou, nesta quinta-feira, que as estações Cantagalo e General Osório, do metrô, serão fechadas a partir deste sábado, dia 23. O fechamento das estações faz parte do projeto de levar o metrô até a Barra da Tijuca. A estação Cantagalo ficará fechada por 15 dias; a estação General Osório, por 10 meses. Há dias do fechamento das estações, só hoje folhetos foram distribuídos informando os passageiros sobre as mudanças. A previsão é que o novo trecho entre em operação no primeiro semestre de 2016. Hoje, o RJ TV 1ª Edição (Rede Globo) veiculou uma reportagem sobre o assunto.

Em março, quando a Estação Cantagalo for reaberta, um trem irá fazer o percurso Cantagalo-Siqueira Campos–Cantagalo. Os passageiros oriundos da estação Cantagalo precisarão desembarcar na estação Siqueira Campos e embarcar em outro trem para prosseguir viagem; um raciocínio análogo vale para quem desembarcar na estação Siqueira Campos e quer seguir viagem até a estação Cantagalo (este procedimento, de um trem percorrer um pequeno trecho transportando passageiros, é chamando de Shuttle). Esta operação especial será mantida até a conclusão das obras, e a reabertura da Estação General Osório.

A Concessionária Metrô-Rio também será responsável pela operação do trecho que está sendo construído. Com ampliação da malha metroviária em aproximadamente 16 Km, contando com seis novas estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico), será necessário a compra de novas composições. A concessionária já informou que em maio deste ano será assinado o contrato de compra de novos trens. Segundo a empresa, serão composições iguais aos novos trens comprados na China.

Segundo cálculos do Governo do estado, o metrô, chegando até a Barra da Tijuca, transportará mais de 300 mil pessoas por dia; possibilitando a retirada das ruas de 2 mil veículos nos horários de pico. Não haverá cobrança de novas tarifas; o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário pagando uma única passagem. O passageiro poderá seguir, sem baldeação, do Jardim Oceânico, na Barra, até a Estação Uruguai (ainda a ser inaugurada), na Tijuca. O trajeto Jardim Oceânico-General Osório será feito em 15 minutos; da estação Jardim Oceânico até a estação Uruguai a viagem terá duração de 50 minutos. 

FONTE: Site do JB, do Jornal O Dia e do Jornal O Globo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


RIO DE JANEIRO A JANEIRO


Verão no Rio de Janeiro, calor intenso, quase insuportável. Nenhuma surpresa; todo ano é a mesma coisa. Outono, inverno e primavera: o calor persiste, um pouco mais ameno, é verdade. Nossas autoridades precisam levar a sério o desconforto, nos meios de transporte, causado pelo calor. Um bom sistema de transporte público precisa ser seguro, pontual, confiável e confortável. O conforto não pode ser considerado um artigo de luxo. O passageiro utiliza um meio de transporte apenas para chegar ao seu destino; e lá que ele irá empregar suas energias no cumprimento de deveres, obrigações e tarefas.  

Hoje, uma reportagem do RJ TV 1ª Edição – Rede Globo – mostra o desconforto enfrentado pelos passageiros dos trens, do metrô e, sobretudo dos ônibus. Além de instalar ar-condicionado nos meios de transporte, é preciso prever em que condições ele será utilizado. Uma coisa é um carro do metrô com 15 pessoas, trafegando pela Linha 1 (que é totalmente subterrânea) às 22:00 horas; outra coisa é um trem lotado (mais de 250 pessoas num único carro), às 9:00 h da manhã, na Linha 2, recebendo incidência direta do sol. Um sistema eficiente de transporte público precisa se adaptar às características dos passageiros e da cidade em questão.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


ZONA PORTURÁRIA – RIO DE JANEIRO


Um vídeo, no site do Jornal O Globo, mostra como vai ficar a Zona Portuária do Rio após as obras de revitalização. Apesar de toda polêmica, e do alto custo, a derrubada do Elevado da Perimetral vai devolver um pouco de beleza à Cidade Maravilhosa.

BIKES IN RIO


O Rio de Janeiro é uma cidade espremida entre o mar e a montanha; pontes, viadutos, túneis e ladeiras fazem parte do sistema viário da cidade. E ainda tem o calor, presente o ano todo. Estas condições dificultam e muito a adoção das bicicletas como meio de transporte público da cidade.  

No Rio, uma das inúmeras ciclovias da cidade, contorna as praias de Botafogo e do Flamengo; atravessa o Aterro do Flamengo, levando os ciclistas até bem próximo ao Centro da cidade. É uma ciclovia relativamente segura (em relação a atropelamentos), por ser uma via completamente segregada da pista de veículos. Uma pessoa, moradora de Botafogo, poderia ir para o seu trabalho no Centro usando uma bicicleta; existe uma infraestrutura viária que permite um deslocamento seguro. É este é um trecho relativamente plano. Mas pedalar durante aproximadamente meia hora, debaixo de sol forte, chegando no trabalho molhado de suor é algo complicado. As empresas precisariam disponibilizar vestiários para seus funcionários; e ainda haveria um custo para a implantação e a manutenção destes espaços. E tem uma questão trabalhista: o tempo que o funcionário gasta para tomar banho e se arrumar (30 minutos, por exemplo) fará parte da carga horária de trabalho? Se não fizer, qual seria o incentivo para o trabalhador, usando uma bicicleta, sair mais cedo de casa, ficar exposto a chuva e ao sol, chegar no trabalho, tomar banho e se arrumar, para aí sim estar apto a inciar sua jornada de trabalho? São questões que envolvem empresas e o Poder Público, nas três esferas.

No Rio de Janeiro, tem que haver sim a implantação de ciclovias, ciclofaixas e estacionamentos para bicicletas. E o serviço de aluguel de bicicletas deve ser expandido para outros bairros da cidade. Mas as bicicletas não podem ser consideradas, aqui especificamente, como uma alternativa para o deslocamento de milhares de pessoas. É preciso sim investir na construção de linhas de metrô; implantar novas linhas de barcas; e modernizar o sistema de ônibus da cidade. As bicicletas, num primeiro momento, deverão se restringir ao lazer e aos pequenos deslocamentos (dentro de um mesmo bairro, ou entre bairros vizinhos).

No programa Hoje em Dia (Rede Record) foram veiculadas duas matérias - Reportagem #01 e Reportagem #02 - a respeito do uso maciço de bicicletas em 3 cidades do mundo; em comum, locais com temperaturas mais amenas, sendo que em duas delas, no inverno, a neve tem presença garantida. Mesmo com todas as dificuldades criadas por um inverno rigoroso, com roupas apropriadas, é perfeitamente possível se deslocar de bicicletas. Enquanto isso, aqui no Rio, com o calor presente de janeiro a janeiro, ainda não estão à venda bicicletas com ar-condicionado instalado de fábrica...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


(I)MOBILIDADE URBANA



Hoje, uma matéria do telejornal Fala Brasil, da TV Record, mostrou como é difícil encontrar vagas para carros nas grandes cidades brasileiras. Isto é reflexo da alta taxa de motorização que o Brasil experimenta atualmente, e que aumenta cada ano; somada à péssima oferta de transportes públicos de massa. É preocupante quando o Governo Federal anuncia a redução do I.P.I (Imposto sobre Produtos Industrializados); sabe-se que mais automóveis irão circular nas ruas das cidades, mesmo não havendo estrutura para comportá-los. 

É de suma importância que o Poder Público (municípios, estados e União) invista pesadamente em transportes públicos de massa. Transportes de alta capacidade, com qualidade, e com tarifas razoáveis. A alta taxa de motorização não é mais exclusividade do Rio de Janeiro, nem de São Paulo. O Brasil corre o sério risco de transformar o conceito “Mobilidade Urbana” em algo utópico. Na situação que vive o país, a questão não é saber se as grandes cidades irão parar; é saber quando elas vão parar...

METRÔ DE ESTOCOLMO – UMA OBRA DE ARTE



O metrô da capital sueca é considerado por muitos como “a maior exposição de arte do mundo”. E foi lá, o palco perfeito para o trabalho do fotógrafo russo Alexander Dragunov.



As fotos foram processadas com a ajuda de um programa que destaca os detalhe das estruturas. O trabalho de Dragunov mostra a beleza e o clima especial das estações vazias do metrô de Estocolmo.



Nas décadas de 60 e 70, algumas estações ganharam um aspecto de caverna, depois que as rochas foram revestidas de concreto. Segundo Alexander Dragunov, "A Linha Azul do metrô de Estocolmo é a mais excitante, onde as estações foram projetadas como cavernas. É um impressionante mistura do natural e do artificial". 




A galeria completa de fotos pode ser vista no site da BBC-Brasil.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


NOVOS ÔNIBUS NAS RUAS DA CIDADE




Desde o fim do ano passado, novos ônibus circulam pelas ruas do Rio. Os veículos, do Consórcio Intersul/São Silvestre, são ônibus de piso-baixo, com linhas harmoniosas, dotados de ar-condicionado; a passagem custa R$ 2,85 (a tarifa modal é de R$ 2,75). No site Ônibus Brasil existem mais fotos do novo modelo. Este ano, dois vídeos foram gravados onde aparece o novo ônibus: nos dias 06 de janeiro e 12 de janeiro. Não há informações se este modelo será o padrão da frota de ônibus da cidade.

Novo ônibus: linhas harmoniosas (Foto: Toni Cristian)

O novo modelo pelas ruas de Copacabana (Foto: Carlo J.)


Em 2011, novos ônibus começaram a operar em algumas linhas da cidade; são veículos do tipo "piso-baixo", porém não são dotados de ar-condicionado. Esses ônibus receberam o apelido de "Beluga" devido à semelhança dos veículos com as baleias de mesmo nome. 

O ônibus "Beluga"


A baleia Beluga

domingo, 13 de janeiro de 2013


UNDERGROUND - O METRÔ DE LONDRES



  
Esta semana o metrô de Londres completou 150 anos. Conhecido como UNDERGROUND (na tradução, "Subterrâneo"), este sistema metroviário, o mais antigo do mundo, possui quase 300 estações, distribuindo-se por mais de 400 Km de trilhos. Algo extraordinário; um exemplo a ser seguido pelos governantes aqui no Brasil.  



Uma reportagem da BBC Brasil indica que, no ritmo atual de expansão, o metrô de São Paulo levaria 172 anos para igualar o metrô londrino em extensão (apesar de São Paulo, indiscutivelmente, ser o estado brasileiro que mais investe em metrô no país). É uma informação muito preocupante.   

E para celebrar o aniversário do UNDERGROUND, o Museu de Transportes de Londres organizou uma exposição com 150 cartazes que retratam o metrô da cidade. A mostra começa em fevereiro, e vai até outubro deste ano.  

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


AINDA SOBRE O BRT/TRANSOESTE



Nesta semana, reportagens no Jornal O Globo abordam alguns problemas existentes nos corredores da Transoeste; incluindo aí a interdição de uma das galerias do Túnel da Grota Funda. Abaixo, os links das matérias:



terça-feira, 8 de janeiro de 2013


O PORQUÊ DA “MÃO INGLESA” (NÃO-OFICIAL)



No Reino Unido e nos países que foram antigas colônias britânicas, os volantes dos carros ficam na direita; e os veículos circulam pela esquerda. Numa rua de mão-dupla, a pista que “vai” fica na esquerda; a que vem fica na direita. Mas por que motivo?

Direita " indo " e esquerda " voltando ".


  No Século XVIII, época dos cavaleiros e das carruagens, todos viajavam pelo lado esquerdo das estradas. Eram tempos difíceis; ter uma espada sempre à mão era a única garantia de uma viagem mais segura. Naquela época, assim como hoje em dia, a maioria das pessoas era destra. Para não serem surpreendidos, os cavaleiros mantinham-se do lado esquerdo das estradas. Caso algum oponente viesse ao seu encontro (pelo lado direito da estrada), seria mais fácil (e rápido) usar sua espada (posicionada à direita do cavaleiro).

Tudo ia muito bem até Napoleão Bonaparte entrar em cena. O imperador francês, ampliando cada vez mais seus domínios, decretou: nas estradas da Europa Continental, cavaleiros e carruagens deverão sempre manter-se à direita. Napoleão tomou esta decisão por dois motivos: primeiro, apagar da memória de todos um costume tipicamente inglês (Inglaterra e França eram inimigos na época); segundo, porque o próprio imperador francês era canhoto. Ficando à direita das estradas, Napoleão poderia duelar com seus oponentes mais facilmente. A ordem se estendia aos exércitos franceses; e nas carruagens, o cocheiro deveria ficar no lado esquerdo (assim como acontece nos veículos hoje em dia, circulando pela direita, com o volante do lado esquerdo do carro). A partir de Napoleão houve uma clara divisão nas regras de circulação: ingleses cavalgando pela esquerda; franceses pela direita.

Os EUA foram descobertos pelos ingleses. Mas na sua consolidação como pais sofreu influência também de franceses e holandeses. E a França e a Holanda adotavam a regra da mão-francesa. Além disto, depois de conquistarem sua independência, os norte-americanos queriam romper qualquer tipo de ligação com a sua antiga metrópole; cavalgar pela direita inclusive. Então foi feito como Napoleão fazia. Com o estouro da produção em massa de carros nos Estados Unidos (seguindo a convenção criada por Napoleão), países sem tradição automobilística importavam carros norte-americanos, e adotavam por consequência o jeito francês de circulação no trânsito.

Na América Latina, colonizada por espanhóis e portugueses, a mão francesa também foi adotada, uma vez que Espanha e Portugal ficaram sob domínio de Napoleão durante muito tempo. Curiosamente a Argentina adotou a mão-inglesa até o começo dos anos 40; decidiu pela mudança para que seus veículos pudessem circular pelos outros países sul-americanos sem maiores problemas.

Há uma corrente na Europa que defende a ideia do Reino Unido adotar a mão-francesa no trânsito de veículos. O problema que tal mudança iria custar milhões de libras/euros. Placas e sinalização nas estradas; reeducação de pedestres e motoristas; códigos de trânsito. Uma mudança drástica no comportamento de todos os britânicos. Melhor deixar do jeito que está. A Suécia foi um dos últimos países europeus a adotar o modelo francês de condução; a mudança ocorreu em 1967.