Aqui
será proposta uma nova ligação metroviária na cidade do Rio de Janeiro: a Linha
Mercúrio (subterrânea ao longo de todo o percurso). Uma das suas estações terminais estaria localizada nos arredores do
estádio de São Januário; a outra nas cercanias da estação de bondinhos do Pão
de Açúcar, na Praia Vermelha. Contando com 16 estações, um dos objetivos da
Linha Mercúrio é integrar bairros e regiões importantes da cidade que hoje
estão isolados. A Linha Mercúrio proporciona uma alternativa de acesso ao
Centro e à Zona Sul da cidade, permitindo ainda conexões com estações da Linha
1.
Outro
objetivo da Linha Mercúrio é revitalizar a Estação Ferroviária Barão de Mauá, através
da construção de uma estação de metrô ali perto. Conhecida também como Leopoldina,
esta estação ferroviária foi fechada em 2001 devido a um sério problema de
logística: para quem vinha de trem, era preciso seguir viagem de ônibus ou de van. A estação Leopoldina fica isolada; distante do centro, da zona
norte e de qualquer estação de metrô, ela está localizada num “vazio” da cidade.
Ali, a Linha Mercúrio prevê a integração entre metrô e os trens da Supervia nos
mesmos moldes do que ocorre hoje em dia com a Estação Pedro II (Central do
Brasil) e a estação “Central” do metrô. Havendo a integração com o metrô na
Leopoldina e na Central, a Supervia poderá redistribuir as viagens de seus trens,
diminuindo a superlotação no interior das composições.
A
seguir serão descritas as estações que compõe a Linha Mercúrio:
· “Estação São Januário” - facilitando
o acesso das pessoas ao Estádio de São Januário (em dias de jogos, shows e
eventos).
· “Estação Campo de São Cristóvão” - aumentando
o número de visitantes neste que é o cantinho mais nordestino do Rio de Janeiro.
· “Estação Quinta da Boavista” - outra
estação de metrô próximo a um dos maiores parques públicos da cidade.
· “Estação Barão de Mauá” - integrada
à estação ferroviária da Leopoldina. Desta maneira, o terminal Barão de Mauá poderá
novamente receber os trens da Supervia, desafogando o terminal da Central do
Brasil.
· “Estação Cidade Nova” - conexão
com a atual estação da Linha 1A.
· “Estação Terminal Novo Rio” - integrando
o metrô à rodoviária da cidade.
· “Estação Presidente Vargas” - conexão
com a Linha 1. Esta estação foi escolhida por ser a de menor fluxo dentre
aquelas localizadas no centro da cidade. Assim, diminuem-se os riscos de
superlotação das plataformas.
· “Estação Praça Mauá” - integrando
esta importante região da cidade à malha metroviária.
· “Estação Praça XV” - integrando
o metrô às barcas; e no futuro, uma possível conexão à ligação Carioca-Praça
XV.
· “Estação Santos Dumont” - integrando
o metrô a um dos principais aeroportos da
cidade.
· “Estação Glória” - conexão
com a Linha 1. Esta estação foi escolhida por ter um menor fluxo de
passageiros, diminuindo-se assim as chances de superlotação das plataformas.
· “Estação Laranjeiras” - incluindo
o bairro à malha metroviária da cidade. Esta estação não inviabiliza a
construção de uma outra no bairro; ela inclusive poderá servir de conexão com
uma outra linha que passe por Laranjeiras.
· “Estação Muniz Barreto” - a 2ª estação
de Botafogo. Não está prevista uma conexão com a atual estação do bairro por
esta ter um fluxo muito grande de passageiros (uma conexão ali acarretaria em
plataformas ainda mais cheias).
· “Estação Real Grandeza” - 3ª estação
de Botafogo; próximo ao bairro do Humaitá e do Cemitério São João Batista.
· “Estação São João” - a 4ª
estação de Botafogo, localizada próxima ao Shopping Rio Sul; permitindo ainda
uma futura conexão com a Linha 1.
· “Estação Pão de Açúcar” - integrando
um dos principais pontos turísticos da cidade à malha metroviária.
| Em vermelho o traçado da Linha Mercúrio (em azul, a Linha 1 do metrô). |
A proposta aqui apresentada é a ideia inicial para a confecção de um projeto. São necessários ainda estudos sobre o custo da obra; o tempo de execução; os impactos ambientais; as desapropriações; a demanda de passageiros; as linhas de financiamento. Mas a lógica foi a base desta proposta: integrar a Estação Leopoldina, a Rodoviária Novo Rio, o Aeroporto Santos Dumont e o Pão de Açúcar à malha metroviária da cidade; permitir que mais pessoas cheguem mais rápido em mais lugares do Rio de Janeiro.