A NOVA MALHA METROVIÁRIA DO RIO DE JANEIRO
Hoje
em dia, em jornais e sites da internet, encontra-se inúmeros projetos de
ligação metroviária entre a Barra da Tijuca e o Centro da cidade. Na maioria deles, a Estação Botafogo está prevista como futura estação de integração com as novas
linhas. Atualmente Botafogo é a última estação dos trens provenientes do
terminal Pavuna. Para os passageiros que desejam prosseguir até aos bairros
de Copacabana e Ipanema, é necessário desembarcar e aguardar o trem com destino
ao terminal Ipanema-General Osório. Com o reforço da frota através da compra de
19 novos trens chineses, a concessionária Metrô-Rio, além de operar todas as
composições com 06 carros, levará os trens provenientes da Pavuna diretamente
até o terminal Ipanema-General Osório (sem que haja um aumento de intervalo
entre os trens). Naturalmente que esta nova configuração só será adotada após a
reabertura da estação General Osório, que ficará fechada (vide matéria do site G1) devido à construção do trecho
Ipanema-Gávea para ampliação do metrô até à Barra.
Dentro do projeto de levar o metrô até a Barra, está previsto a construção de uma
“outra” estação Ipanema-General Osório, paralela à que existe hoje em dia.
Os trens vindos da Pavuna realizarão serviço de passageiros até à atual estação
de Ipanema; a nova estação Ipanema-General Osório receberá os trens vindos do
terminal Saens Peña que têm como destino a estação Jardim Oceânico, na Barra da
Tijuca (lembrando que em 2014, quando inaugurada, a Estação Uruguai será o novo
terminal no lugar da estação Saens Peña). Com esta nova configuração, a estação
Botafogo deixará de ser terminal para os trens de Linha 2.
A
estação Botafogo hoje em dia está saturada; atualmente registra, durante a
semana, o embarque de mais de 55 mil pessoas por dia. Naturalmente, que
deixando de ser terminal para os trens de Linha 2, a estação estará menos “pressionada”.
Mas os projetos de futuras integrações
devem levar em consideração além do espaço físico existente, o fluxo atual de
passageiros. Se não houver um bom planejamento, pode acontecer em Botafogo o
gargalo que havia na Estação Estácio quando só ali era realizada a
transferência das Linhas 1 e 2.
A
estação de Botafogo tem uma configuração clássica, isto é, três plataformas: o
desembarque é feito pelas duas plataformas das extremidades da estação; o
embarque é realizado pela plataforma central (é bem verdade que o Metrô-Rio
modificou este procedimento, tornando-o um pouco confuso para os passageiros – vide matéria do site Metrô-Rio). Mesmo com três plataformas, dificilmente Botafogo, caso seja uma estação de transferência, irá comportar mais passageiros com conforto e com segurança. As estações do Catete
e da Glória (relativamente próximas à Botafogo), por receberem menos passageiros diariamente, são opções mais
indicadas para receber um grande fluxo de pessoas provenientes de uma outra linha.
Para
um bom planejamento, é preciso reunir profissionais qualificados da área e pensar
o sistema metroviário como um todo. Deve-se levar em conta possíveis integrações
com outros modais (trem, barcas, VLT), bem como a proximidade de locais de
grande aglomeração de pessoas (shoppings, faculdades, pontos turísticos da
cidade). Naturalmente deve-se observar três aspectos: o conforto, a segurança e a satisfação dos passageiros. Estes são conceitos que formam às bases de uma verdadeira Política de Transportes.