CONGESTIONAMENTOS
E TECNOLOGIA NO RIO
A falta de investimentos em transporte de massa,
aliada aos congestionamentos cada vez mais frequentes na cidade, vem mudando a
rotina e os hábitos de muitos cariocas. Ir para o trabalho com o seu próprio
automóvel deixou de ser a opção para muitas pessoas. Elas fazem parte de um
grupo que decidiu vender seus automóveis, passando a andar de táxi, metrô,
bicicleta e a pé nos deslocamentos diários. Dificuldade de encontrar vagas;
alto custo de manutenção; engarrafamentos e estresse no trânsito. A
mudança de hábitos aliviou o bolso e trouxe mais qualidade de vida.
Para muitos especialistas os congestionamentos no
Rio já se comparam aos de São Paulo. A cidade está saturada de carros. A
bicicleta acaba sendo uma opção de deslocamento para muitas pessoas. É um meio
de transporte não poluente; e andar de bicicleta traz benefícios à saúde de quem
pedala. Através das redes sociais da internet, grupos de pessoas se organizam
para irem juntas ao trabalho. O “Bond-bike” reúne moradores da Zona Sul do Rio. De
segunda à sexta, às 7:45h da manhã, no Largo do Machado, ciclistas formam o “bonde
das bicicletas” e partem juntos para o trabalho no Centro da cidade. Mas existem algumas dificuldades que impedem uma maior adesão a esse meio de transporte. Além das ciclovias cariocas não
abrangerem toda a cidade, o calor presente o ano todo e topografia do Rio
dificultam o uso das "magrelas".
Preso no engarrafamento, mas dentro de um táxi, uma
pessoa pode fazer ligações, acessar seus e-mail, adiantar o serviço do
trabalho, sem stress. Ainda há outras vantagens. Andar de táxi pode sair mais
barato que andar de carro; um proprietário de automóvel tem gastos com seguro,
IPVA, estacionamento, manutenção e combustível. Além do mais, por se tratar de
um bem, o automóvel também sofre uma depreciação ao longo dos anos.
Hoje em dia, com os smartphones e banda larga, telefonar pedindo táxi está ficando ultrapassado. Vive-se a era do “Táxi Digital”. Com o uso de aplicativos instalados nos smartphones e alguns cliques, é possível solicitar um táxi e acompanhar, em tempo real, a chegada do veículo através do mapa no próprio celular. O tempo entre o pedido e a chegada do táxi é de aproximadamente 10 minutos.
No Rio, a Easy Taxi é uma das cooperativas que
permite o agendamento das corridas via smartphone
(veja o vídeo). Para utilizar o serviço, o cliente deve se cadastrar no site da
empresa e baixar o aplicativo no celular. Depois é digitar
o endereço do local onde se encontra e um ponto de referência. Ao ser acionado
pelo passageiro, a Easy Taxi busca, via satélite, o veículo mais próximo num
raio de 3 quilômetros. Se o taxista aceitar a corrida, o usuário é informado, e
deve confirmar ou não seu pedido. O aplicativo, lançado em abril, tem hoje mil
motoristas e cem mil usuários cadastrados no Rio e em São Paulo. Os clientes
tem a oportunidade inclusive de visualizar a foto do motorista que irá realizar
a corrida.
Vale lembrar que apesar do alto custo, e de ser um
serviço para poucos, o táxi é um Transporte Público Individual. Sendo assim,
pode e deve ser considerado como uma alternativa para restringir a circulação de carros em algumas regiões da cidade.