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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


CONGESTIONAMENTOS E TECNOLOGIA NO RIO
  
 A falta de investimentos em transporte de massa, aliada aos congestionamentos cada vez mais frequentes na cidade, vem mudando a rotina e os hábitos de muitos cariocas. Ir para o trabalho com o seu próprio automóvel deixou de ser a opção para muitas pessoas. Elas fazem parte de um grupo que decidiu vender seus automóveis, passando a andar de táxi, metrô, bicicleta e a pé nos deslocamentos diários. Dificuldade de encontrar vagas; alto custo de manutenção; engarrafamentos e estresse no trânsito. A mudança de hábitos aliviou o bolso e trouxe mais qualidade de vida.
Para muitos especialistas os congestionamentos no Rio já se comparam aos de São Paulo. A cidade está saturada de carros. A bicicleta acaba sendo uma opção de deslocamento para muitas pessoas. É um meio de transporte não poluente; e andar de bicicleta traz benefícios à saúde de quem pedala. Através das redes sociais da internet, grupos de pessoas se organizam para irem juntas ao trabalho. O “Bond-bike” reúne moradores da Zona Sul do Rio. De segunda à sexta, às 7:45h da manhã, no Largo do Machado, ciclistas formam o “bonde das bicicletas” e partem juntos para o trabalho no Centro da cidade. Mas existem algumas dificuldades que impedem uma maior adesão a esse meio de transporte. Além das ciclovias cariocas não abrangerem toda a cidade, o calor presente o ano todo e topografia do Rio dificultam o uso das "magrelas". 

Preso no engarrafamento, mas dentro de um táxi, uma pessoa pode fazer ligações, acessar seus e-mail, adiantar o serviço do trabalho, sem stress. Ainda há outras vantagens. Andar de táxi pode sair mais barato que andar de carro; um proprietário de automóvel tem gastos com seguro, IPVA, estacionamento, manutenção e combustível. Além do mais, por se tratar de um bem, o automóvel também sofre uma depreciação ao longo dos anos.

 Hoje em dia, com os smartphones e banda larga, telefonar pedindo táxi está ficando ultrapassado. Vive-se a era do “Táxi Digital”. Com o uso de aplicativos instalados nos smartphones e alguns cliques, é possível solicitar um táxi e acompanhar, em tempo real, a chegada do veículo através do mapa no próprio celular. O tempo entre o pedido e a chegada do táxi é de aproximadamente 10 minutos.

No Rio, a Easy Taxi é uma das cooperativas que permite o agendamento das corridas via smartphone (veja o vídeo). Para utilizar o serviço, o cliente deve se cadastrar no site da empresa e baixar o aplicativo no celular. Depois é digitar o endereço do local onde se encontra e um ponto de referência. Ao ser acionado pelo passageiro, a Easy Taxi busca, via satélite, o veículo mais próximo num raio de 3 quilômetros. Se o taxista aceitar a corrida, o usuário é informado, e deve confirmar ou não seu pedido. O aplicativo, lançado em abril, tem hoje mil motoristas e cem mil usuários cadastrados no Rio e em São Paulo. Os clientes tem a oportunidade inclusive de visualizar a foto do motorista que irá realizar a corrida.

Vale lembrar que apesar do alto custo, e de ser um serviço para poucos, o táxi é um Transporte Público Individual. Sendo assim, pode e deve ser considerado como uma alternativa para restringir a circulação de carros em algumas regiões da cidade.