TRANSPORTE
SOBRE TRILHOS NAS GRANDES CIDADES
Os
meios de transporte são instrumentos de progresso e de modernização; naturalmente
que o modal a ser escolhido deverá se adequar à realidade de cada local. Sendo
assim, para as grandes cidades e para as megalópoles, o transporte de alta
capacidade – trens e metrô – é o mais apropriado. Atualmente, para o transporte
de pessoas dentro dos centros urbanos, trens e metrô utilizam a eletricidade
como fonte de energia. Desta maneira, os impactos ao meio-ambiente são
reduzidos significativamente.
Os
veículos ferroviários são direcionados pela própria via, conferindo assim um
menor grau de flexibilidade a este modal. Aos condutores/maquinistas, cabe o
controle da velocidade das composições, além de outras funções, naturalmente.
Hoje em dia, com níveis maiores de automação, os sistemas metro-ferroviários
demandam um número cada vez menor de pessoas para operá-los. Em alguns sistemas
inclusive, utiliza-se tecnologias como a “Driverless”: composições, sem a
presença física de condutores no interior das cabines, controladas à distância
pelo Centro de Controle.
Trens
e metrô, que utilizam a energia elétrica com meio de propulsão, assim o fazem
de duas maneiras diferentes: através de sapatas coletoras que captam a energia
do 3º Trilho (trilho energizado posicionado ao lado dos trilhos de rolamento);
ou através de pantógrafos ligados à Rede Aérea (cabos energizados posicionados
acima das composições). Os motores elétricos destes veículos podem trabalhar com
corrente contínua ou com corrente alternada.
Existem
algumas diferenças operacionais entre trens e metrô. Os trens urbanos percorrem grandes trechos; suas
estações estão distantes de 800 a 2.000 metros uma das outras; e funcionam no
regime de partidas, isto é, com horários pré-programados para iniciar as viagens.
Já o metrô percorre trechos um pouco menores; distâncias de 500 a 1.000 metros
separam suas estações, funcionando no regime de intervalos (headway) entre as
composições. O valor dos intervalos irá depender da quantidade de trens
circulando, dos níveis de segurança do metrô e da estratégia de momento do
Centro de Controle.
A
implantação de um sistema metro/ferroviário demanda um alto investimento; e a
manutenção ferroviária (Via Permanente) também envolve altos valores. A
operação propriamente dita de uma ferrovia apresenta algumas limitações e
desvantagens: os trens não vencem rampas muito íngremes, precisando ainda de
curvas de raios muito grandes para trafegar; um veículo ferroviário percorre
uma grande distância até parar por completo (sobretudo debaixo de chuva); e a
passagem de uma composição gera altos níveis de ruído devido ao contato
roda-trilho (aço com aço).
Devido
aos grandes eventos esportivos que as cidades brasileiras irão receber nos
próximos anos, um novo meio de transporte ferroviário ganha força no país: o
Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Este meio de transporte é a versão moderna
dos antigos bondes elétricos que já circularam por algumas cidades brasileiras.
O VLT possui um custo menor de implantação se comparado ao metrô e aos trens de
superfície. Os locais de embarque/desembarque de passageiros podem ser em
pontos de paradas nas calçadas ou em estações tubulares situadas ao longo de
ruas e avenidas. O VLT atinge uma velocidade operacional de 30 Km/h; como é um transporte
de baixa a média capacidade, substitui de forma satisfatória micro-ônibus e
ônibus comuns.
Em
qualquer cidade onde esteja presente, o sistema metro-ferroviário se configura
como referência a passageiros e turistas. Sendo assim, é preciso que as
estações do sistema sejam acessíveis a todas as pessoas, além de contar com informações
claras e objetivas (em outros em idiomas, inclusive). É importante também a presença
de pessoal de apoio e a existência de banheiros e lojas de conveniência, além
de segurança. A operação ferroviária, em todos os sentidos, possui um alto grau
de complexidade; é uma característica inerente ao transporte sobre trilhos.