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quinta-feira, 5 de junho de 2014


TRANSPORTE SOBRE TRILHOS NAS GRANDES CIDADES



Os meios de transporte são instrumentos de progresso e de modernização; naturalmente que o modal a ser escolhido deverá se adequar à realidade de cada local. Sendo assim, para as grandes cidades e para as megalópoles, o transporte de alta capacidade – trens e metrô – é o mais apropriado. Atualmente, para o transporte de pessoas dentro dos centros urbanos, trens e metrô utilizam a eletricidade como fonte de energia. Desta maneira, os impactos ao meio-ambiente são reduzidos significativamente.

Os veículos ferroviários são direcionados pela própria via, conferindo assim um menor grau de flexibilidade a este modal. Aos condutores/maquinistas, cabe o controle da velocidade das composições, além de outras funções, naturalmente. Hoje em dia, com níveis maiores de automação, os sistemas metro-ferroviários demandam um número cada vez menor de pessoas para operá-los. Em alguns sistemas inclusive, utiliza-se tecnologias como a “Driverless”: composições, sem a presença física de condutores no interior das cabines, controladas à distância pelo Centro de Controle.

Trens e metrô, que utilizam a energia elétrica com meio de propulsão, assim o fazem de duas maneiras diferentes: através de sapatas coletoras que captam a energia do 3º Trilho (trilho energizado posicionado ao lado dos trilhos de rolamento); ou através de pantógrafos ligados à Rede Aérea (cabos energizados posicionados acima das composições). Os motores elétricos destes veículos podem trabalhar com corrente contínua ou com corrente alternada.

Existem algumas diferenças operacionais entre trens e metrô.  Os trens urbanos percorrem grandes trechos; suas estações estão distantes de 800 a 2.000 metros uma das outras; e funcionam no regime de partidas, isto é, com horários pré-programados para iniciar as viagens. Já o metrô percorre trechos um pouco menores; distâncias de 500 a 1.000 metros separam suas estações, funcionando no regime de intervalos (headway) entre as composições. O valor dos intervalos irá depender da quantidade de trens circulando, dos níveis de segurança do metrô e da estratégia de momento do Centro de Controle.

A implantação de um sistema metro/ferroviário demanda um alto investimento; e a manutenção ferroviária (Via Permanente) também envolve altos valores. A operação propriamente dita de uma ferrovia apresenta algumas limitações e desvantagens: os trens não vencem rampas muito íngremes, precisando ainda de curvas de raios muito grandes para trafegar; um veículo ferroviário percorre uma grande distância até parar por completo (sobretudo debaixo de chuva); e a passagem de uma composição gera altos níveis de ruído devido ao contato roda-trilho (aço com aço).

Devido aos grandes eventos esportivos que as cidades brasileiras irão receber nos próximos anos, um novo meio de transporte ferroviário ganha força no país: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Este meio de transporte é a versão moderna dos antigos bondes elétricos que já circularam por algumas cidades brasileiras. O VLT possui um custo menor de implantação se comparado ao metrô e aos trens de superfície. Os locais de embarque/desembarque de passageiros podem ser em pontos de paradas nas calçadas ou em estações tubulares situadas ao longo de ruas e avenidas. O VLT atinge uma velocidade operacional de 30 Km/h; como é um transporte de baixa a média capacidade, substitui de forma satisfatória micro-ônibus e ônibus comuns.

Em qualquer cidade onde esteja presente, o sistema metro-ferroviário se configura como referência a passageiros e turistas. Sendo assim, é preciso que as estações do sistema sejam acessíveis a todas as pessoas, além de contar com informações claras e objetivas (em outros em idiomas, inclusive). É importante também a presença de pessoal de apoio e a existência de banheiros e lojas de conveniência, além de segurança. A operação ferroviária, em todos os sentidos, possui um alto grau de complexidade; é uma característica inerente ao transporte sobre trilhos.