TRAFFIC CALMING
Consiste
no uso de regulamentações e dispositivos físicos para controlar a velocidade de
veículos e induzir motoristas a uma forma mais segura e mais responsável de
dirigir.
O
Traffic Calming (uma área dentro da
Engenharia de Tráfego) pode ser definido, num sentido mais amplo, como sendo uma
política de transportes que prioriza o trânsito de pedestres, além de
incentivar o uso de bicicletas e do transporte público. Num sentido mais
restrito, o Traffic Calming busca reduzir
a velocidade dos veículos; diminuir o número e a gravidade dos acidentes; e
reduzir os níveis de poluição (sonora inclusive).
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| Um cruzamento com travessia de pedestres; sinalização com um forte apelo visual. |
Para
atingir seus objetivos, o Traffic Calming
utiliza uma série de dispositivos físicos em ruas e calçadas; entretanto, tais
dispositivos não poderão impedir a livre circulação de pedestres. Dentro do
projeto de Traffic Calming está
previsto o escoamento disciplinado das águas pluviais, bem como a limpeza, a manutenção
e a coleta de lixo do local em questão.
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| O mesmo cruzamento; um tráfego mais calmo e organizado. |
As
técnicas específicas de Traffic Calming
estão divididas em duas categorias: medidas de redução de velocidade; e medidas
de segurança e apoio. São exemplos de medidas de redução de velocidade: deflexões
verticais (lombadas); deflexões horizontais (curvas); rotatórias; e regulamentação
de prioridade. As medidas de segurança e apoio criam um ambiente que induza a
um modo prudente de dirigir; são exemplos desta categoria: estreitamento de
pista; pisos diferenciados; canteiros centrais; ampliação de calçadas; e um
novo mobiliário urbano.
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| Mini-rotatória: diminui-se as velocidades e os riscos de acidentes. |
O “Platô” é um exemplo de deflexão vertical: uma
seção elevada na via, com a mesma altura da calçada, que funciona como faixa de
pedestre. O objetivo é reduzir a velocidade dos veículos e criar condições mais
seguras para a travessia de pedestres. O platô é construído com um material
diferente do revestimento da rua bem como o da calçada. Desta maneira, o platô será facilmente identificado por motoristas e por deficientes
visuais.
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| Exemplo de um platô; ao fundo observa-se o trabalho de pintura do piso. |
Juntamente
com a instalação de dispositivos, o Traffic
Calming pode (e deve) vir acompanhado de um projeto urbanístico. Este
projeto pode incluir: o fechamento total ou parcial de vias (assegurando o
pleno acesso de pedestres, e mesmo que limitado, o de veículos); a instalação
de equipamentos de lazer nos espaços públicos; e um tratamento paisagístico no
local em questão. A ideia é criar um forte apelo visual, acarretando na mudança
de comportamento de pedestres e motoristas.
O
Traffic Calming ajuda a tornar o
trânsito mais humano nas ruas de uma cidade. Afinal, são vidas humanas que
estão em trânsito, dentro de cada veículo, sobre cada calçada.
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NOTA: alguns conceitos
de Traffic Calming podem ser
aplicados nos corredores da Transoeste. Reforço na sinalização
horizontal e vertical; distribuição de panfletos informativos para pedestres e
motoristas; implantação de cercas-vivas e guardrails;
estes são exemplos de medidas que irão tornar os corredores BRT mais
seguros. É notória a má educação, no trânsito carioca, de motoristas e
pedestres. Mesmo assim, a Prefeitura do Rio precisa agir. Acidentes e
atropelamentos quase que semanalmente nas pistas da Transoeste (algum deles fatais); é de suma importância que as autoridades da cidade elaborem um
plano de ataque. É necessário revisar o projeto da Transoeste e apontar
possíveis erros nos corredores expressos. Este estudo servirá inclusive como referência
para a implantação dos outros corredores de BRT da cidade.



