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sábado, 15 de setembro de 2012


TRAFFIC CALMING


Consiste no uso de regulamentações e dispositivos físicos para controlar a velocidade de veículos e induzir motoristas a uma forma mais segura e mais responsável de dirigir.

O Traffic Calming (uma área dentro da Engenharia de Tráfego) pode ser definido, num sentido mais amplo, como sendo uma política de transportes que prioriza o trânsito de pedestres, além de incentivar o uso de bicicletas e do transporte público. Num sentido mais restrito, o Traffic Calming busca reduzir a velocidade dos veículos; diminuir o número e a gravidade dos acidentes; e reduzir os níveis de poluição (sonora inclusive).

Um cruzamento com travessia de pedestres; sinalização com um forte apelo visual.

 Para atingir seus objetivos, o Traffic Calming utiliza uma série de dispositivos físicos em ruas e calçadas; entretanto, tais dispositivos não poderão impedir a livre circulação de pedestres. Dentro do projeto de Traffic Calming está previsto o escoamento disciplinado das águas pluviais, bem como a limpeza, a manutenção e a coleta de lixo do local em questão.

O mesmo cruzamento; um tráfego mais calmo e organizado.

 As técnicas específicas de Traffic Calming estão divididas em duas categorias: medidas de redução de velocidade; e medidas de segurança e apoio. São exemplos de medidas de redução de velocidade: deflexões verticais (lombadas); deflexões horizontais (curvas); rotatórias; e regulamentação de prioridade. As medidas de segurança e apoio criam um ambiente que induza a um modo prudente de dirigir; são exemplos desta categoria: estreitamento de pista; pisos diferenciados; canteiros centrais; ampliação de calçadas; e um novo mobiliário urbano.

Mini-rotatória: diminui-se as velocidades e os riscos de acidentes.

  O “Platô” é um exemplo de deflexão vertical: uma seção elevada na via, com a mesma altura da calçada, que funciona como faixa de pedestre. O objetivo é reduzir a velocidade dos veículos e criar condições mais seguras para a travessia de pedestres. O platô é construído com um material diferente do revestimento da rua bem como o da calçada. Desta maneira, o platô será facilmente identificado por motoristas e por deficientes visuais.

Exemplo de um platô; ao fundo observa-se o trabalho de pintura do piso.

Juntamente com a instalação de dispositivos, o Traffic Calming pode (e deve) vir acompanhado de um projeto urbanístico. Este projeto pode incluir: o fechamento total ou parcial de vias (assegurando o pleno acesso de pedestres, e mesmo que limitado, o de veículos); a instalação de equipamentos de lazer nos espaços públicos; e um tratamento paisagístico no local em questão. A ideia é criar um forte apelo visual, acarretando na mudança de comportamento de pedestres e motoristas.

O Traffic Calming ajuda a tornar o trânsito mais humano nas ruas de uma cidade. Afinal, são vidas humanas que estão em trânsito, dentro de cada veículo, sobre cada calçada.
  
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NOTA: alguns conceitos de Traffic Calming podem ser aplicados nos corredores da Transoeste. Reforço na sinalização horizontal e vertical; distribuição de panfletos informativos para pedestres e motoristas; implantação de cercas-vivas e guardrails; estes são exemplos de medidas que irão tornar os corredores BRT mais seguros. É notória a má educação, no trânsito carioca, de motoristas e pedestres. Mesmo assim, a Prefeitura do Rio precisa agir. Acidentes e atropelamentos quase que semanalmente nas pistas da Transoeste (algum deles fatais); é de suma importância que as autoridades da cidade elaborem um plano de ataque. É necessário revisar o projeto da Transoeste e apontar possíveis erros nos corredores expressos. Este estudo servirá inclusive como referência para a implantação dos outros corredores de BRT da cidade.